terça-feira, 25 de setembro de 2007

Programa de Lulu


Aventura nova. Preciso contar aqui. Essa semana resolvi ir a uma daquelas academias só para mulheres. Depois que recebi o convite pra aula experimental, adiei por umas 3 semanas, mas até que enfim me enchi de coragem e fui. Só Deus e meus amigos sabem como odeio fazer exercícios. E ficava pensando: o que eu vou fazer numa academia que só tem mulheres? O mesmo que na que tem homens, né: exercícios!
Então, cheguei lá com uma roupa o mais geração saúde que consegui: blusa de malha, calça de moletom e tênis. Fiz um esforço master pra não ir a um shopping próximo fazer uma boquinha. Fiquei sem graça de ingerir 1500 calorias de uma só vez antes de ir malhar.
A academia não só não tem homens como também não tem espelhos. Jesus amado! Disse o povo lá que é pra não ficarmos nos comparando com as outras. Deveriam distribuir viseiras de cavalo também, pra não olharmos pro lado. Não que desse vontade, mas tudo bem.
Fui super bem atendida na chegada. A moça comprou com sorrisos a minha disposição pra preencher uma ficha enorme. Pelo menos era ela que escrevia, e não eu. Ela perdeu um ponto comigo ao fazer cara de espanto quando eu falei que era engenheira, mas ganhou outro pela babação de ovo quando eu disse que fazia dança de salão. Parece que todo ser vivente é doido pra fazer dança de salão. Faça então, ué!
Minutos depois, veio a professora. Linda, linda, linda. Tinha um nome que parecia inventado. Vou explicar: Tem certos nomes que nenhuma mãe, por mais hippie que seja, nunca vai colocar num filho, mas que muita gente adoraria ter. Se uma mulher olha pra minha cara e diz que se chama Lua, por exemplo, eu não consigo não rir na cara dela. Nada pessoal. Nada contra a lua.
Coitadas, não as culpo por inventar um nome. Muito pouco fashion dizer: Boa noite, sou a Creonice, sua professora. Eu entendo perfeitamente.
Ah, eu falava da lindeza da mulher. Nó, tudo, corpo perfeito sem ser sarada, olhos azuis, cabelos chiquérrimos, só era... pequena. Nada anormal, só acho que se ela tivesse, assim, a minha altura, seria perfeita. Tenho que admitir que me fez muito bem olhar toda aquela boniteza de cima. Me deu coragem pra começar, acho.
Então comecei. Lá os exercícios são feitos em circuitos, você passa só um tempinho em cada aparelho. As pessoas agitadas devem adorar, hahaha!
O circuito total dura no máximo meia hora. Fiz meio circuito. Nível aula experimental embolado com vida sedentária.
Não precisa ficar contando as repetições nem marcando o tempo de cada exercício. Fica passando o tempo todo uma música meio tuts-tuts e, de tempos em tempos, vem uma voz no meio da música que diz: “Mude de estação”. Era quase igual escravos de Jó, todo mundo mudava de aparelho. Óbvio que eu, com meu avoamento, em geral não prestava atenção e a professora precisava me lembrar.
Como assim eu não tive que fazer nenhum abdominal? A-do-rei! E há quantos anos eu não pulava corda? Pois pulei. Bonitinho. Deixei o desengonço pros outros aparelhos.
Tinha uma mini cama elástica igual à do Professor Aloprado (aquela em que ele não consegue pular, pois é tão gordo que ela afunda). Aprendi que ela chama jump.
Há pouco tempo fiz uma aula de hidroginástica com minha mãe e fiquei morrendo de dor no outro dia, como se tivesse tomado uma surra. Depois do circuitinho não fiquei! Milagre! Só fiz meio, claro, mas adorei. Estou me sentindo super bem. Obviamente não vou começar a freqüentar a academia, pois ela é caríssima. Sempre a falta de grana me chamando de volta à realidade...
Nossa, não posso esquecer de contar o mais legal: Tinha um outro equipamento muito interessante. Tipo um puff de uns 40 cm de altura, e em cima dele tipo um poste acolchoado. Pra chutar. Que delícia! Tinha que chutar com o peito do pé, dar dois passinhos e chutar de novo com o outro pé. Eu estava achando lindo, doida pra ter um daqueles em casa, mas daí eu estava na bicicleta e tinha uma mulher - preciso falar que ela é gorda? Não, né, maldade – chutando esse. Tava fazendo o maior esforço e não tava conseguindo chutar forte. Daí vira a outra e diz: “Finge que é o seu marido, boba!” A partir daí, a mulher chutou tanto que matou o Dhalsim do Street Fighter de inveja.
Tenho preguiça dessas mulherices. Não sou sexista, de forma alguma. Tem umas homenzices e uma bichices de que também tenho preguiça. Claro que gosto da maioria das bichices, tolero várias homenzices e morro de preguiça das mulherices. Sim, talvez eu seja preconceituosa. Mas precisa ter essa atitude tão estereotípica, do tipo “Sou mulher, sou casada, por isso tenho que odiar meu marido”? Ridículo. Mas adorei a academia.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Lazer de pobre é... tomar um bolo pra ir à livraria


Ontem relembrei os velhos tempos. Uma parte dos velhos tempos não muito confortável de lembrar, diga-se.
Marquei com um moço um lanche no shopping. Ele fez o favor de não ir. Tá, me avisou. Em cima da hora, claro. E eu e minha chatice com horário já estávamos lá quando ele ligou.
Conviver é isso, dar chance para o outro te matar de raiva.
Normalmente eu praguejaria e ficaria de mal, puta e com ódio da pessoa, mas decidi agir polianicamente e ver o lado bom da coisa. Tinha uma hora inteirinha pra passar numa livraria!
Ah, é, a relação com os velhos tempos: num passado não muito distante, eu namorava um moço que sempre chegava atrasado. Enquanto ele me deixava esperando, eu passava muito tempo mesmo em livrarias. Por esse motivo não muito nobre, eu conhecia vários atendentes da Leitura do Shopping Cidade, por exemplo, de tanto tempo que passava lá. Inclusive li O Diabo Veste Prada todinho lá, em quatro vezes sem juros.
Então, eu, que normalmente lancho em 15 minutos ou menos, tinha uma hora só pra mim. Que lindo! Lanchei nos 15 minutos habituais e marchei pra Siciliano.
Vi que estou mesmo ficando cada dia mais pobre culturalmente. Esse tempinho sem visitas a livrarias fez com que eu ficasse maravilhada com tantos títulos inéditos para mim.
Em geral eu ia pra livraria com uma listinha mental de pelos menos uns 6 títulos/objetos de desejo e agora nem sabia o que estava vendendo direito. Aproveitei pra dar aquela panorâmica, olhando o máximo que consegui. Se bem que com minha memória de Dory, quando vejo o terceiro livro, já esqueci o primeiro. Nada grave.
Vi um livro interessante que fiquei com uma vontadinha de comprar. Não tinha um título super sofisticado. Na verdade, era o tipo do livro que eu teria vergonha de ler no ônibus ou então colocaria um post-it na capa em cima do título escrito “Leitura para fins de pesquisa”, para não queimar o meu filme. Sim, tem dias em que eu me preocupo com os outros pensam. E esse era um desses dias.
Mas vontade é assim, é só esperar um pouquinho que ela passa. Tá, nem sempre, mas ontem funcionou. Mesmo porque todo o dinheiro que eu tinha na bolsa era o de pagar um jantar a que vou no sábado. Odeio ser pobre...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Todo back up é necessário

Todo mundo sabe no que consiste um back up (aliás, existe uma única palavra em português para isso??? tipo randômico = aleatório)... ultimamente, tenho feito pelo menos 3 back ups diferentes...não, não é loucura! é medo mesmo... geralmente, mando pro meu email...salvo no meu pen drive...e por fim, gravo num cd regravável (obrigada senhor pelo cd regraváve!!!)... caso o Yahoo não abra ou não tenha internet, tenho o pen drive...caso o computador não tenha entrada para usb, ainda existe isso!, tenho o cd! Agora se o cd não abrir, aí eu sento e choro literalmente!

Mas por que eu estou falando isso???

Simples porque outro dia estava conversando com a Ira e falei que fiz um back up de um número para o qual eu não posso ligar...

Deixa eu explicar melhor... A situação é a seguinte: Primeiro, você conhece uma pessoa...depois como pessoas normais e civilizadas vocês saem para conversar e descobrir se vocês podem vir a constituir uma família...Pára! Estou falando daquela avaliaçãozinha de compatibilidade de gênios, mente suja! Então, você passa no teste, vocês continuam saindo...num desses “dates” você, com o mau-humor do capeta, resolve ser mais introspectivo...daí em diante tudo muda...até o dia em que você liga e a pessoa escolhe não te atender ( e não me venha com o celular pode ter sido roubado, afinal email, orkut etc existem para isso!). Bem, como orgulho pouco é bobagem, você resolve apagar o celular da pessoa... Mas vai apagar assim???vai que ele(a) volta e diz que foi roubado(a)???? Solução perfeita: back up!!!Você pega um super amigo(a) – atenção para o super, não vale amigo de buteco, esses nunca levam a sério nossos pedidos de não me deixa ligar, aliás, ou eles te incentivam ou eles te desafiam...péssimo! aí, você manda ele(a) salvar o número no celular dele(a)...Pronto! Você pode apagar o número, as mensagens e a lista de números discados, porque é feio roubar nessas situações! E caso precise, você tem onde procurar!

Agora conta pra titia, muito estranho isso??? Sinceramente, acho que a Ira é que é muita juninha!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Aiai...


Ontem cheguei à escola de dança atrasada (3 minutos são atraso sim, não vou nem entrar no mérito) com um copinho de meio de litro de um desses aí do lado - o de morango-, casualmente com o nome virado para fora.



Pessoa 1:
_O que é isso que você está tomando?
_Milkshake.

Pessoa 2:
_Nossa, mas o canudo desse negócio é enorme, parece um cano!
_É, é porque o milkshake é muito viscoso, e se o canudo for fino a gente não consegue puxar.

Pessoa 3:
_Nossa, mas você só come porcarias, hein!
_Não, na verdade almocei bastante vegetais, fibras, proteínas e grãos, isso é só um lanche

Pessoa 4:
_Credo, mas você toma milkshake com esse frio?
_ É, eu até prefiro, porque reduz o choque térmico e não desestabiliza logo.
_Mas você está de blusa de frio! (É, parece que essa pessoa não ouviu a resposta...)
_Eu só quero tomar um milkshake, não quero morrer de hipotermia.

Pessoa 1 de novo:
_ Mas por que você não comprou o de ovomaltine? Dizem que é o mais gostoso.
_ Porque o de ovomaltine não é rosa...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

XADREX, TRUCO E OUTRAS GUERRAS


Conforme prometido, vou escrever sobre meu livro predileto: Xadrez, Truco e Outras Guerras, de José Roberto Torero.
Cheguei aqui hoje e vi o post da Maria Bonita, dizendo que comprou o livro. Não quero estragar a surpresa, mas preparei um materialzinho. Tá no link aí embaixo.
Uma espécie de trailer do livro. Se bem que não troco uma boa leitura por um filme, de jeito nenhum.
Pelamordedeus, ninguém pense que eu cheguei aqui, vi o post e desembestei a ler o livro, marcando coisinhas legais e digitando pra colocar aqui. Estou fazendo isso há alguns dias, na verdade.
Já havia lido esse livro algumas vezes, várias. Ele está até meio estropiado, pois passa bastante tempo no canion que é minha bolsa, e já o emprestei pra dezenas de pessoas, que são ameaçadas de morte caso não devolvam e tal. Nunca me canso de relê-lo.
Não vou dizer que o livro está à disposição de quem o quiser, unicamente porque a maioria dos livros e cds que perdi foi porque emprestei pra alguém de que não me lembro. Por mim, teria colocado aqui um link para baixar todo o livro, para que quem quisesse pudesse ler. Já falei aqui que sou a favor da pirataria?
Ai, preguiça de falar sobre assuntos polêmicos aqui, mas vamos lá. Defendo o download de livros e músicas, assim como o xerox de livros, para que pessoas como eu tenham acesso a todo tipo de informação.
Enfim, não achei o livro disponível para download, então fiz um apanhado de umas frases. Coloquei esse apanhado em link para que só seja lido por quem realmente desejar. Não quero que ninguém diga: “Ah, eu estava lendo o post, e de repente você contou todo o livro...” Se me disserem que clicaram no link sem querer, vou ter que pré-diagnosticar Síndrome da Mão Alienígena (sim, é uma doença que existe de fato, pesquise ou olhe aqui.)
Eu recomendo a leitura. Do meu apanhado e do livro, em qualquer ordem. Claro que não contei todo o livro, né, óbvio. Só mesmo pra dar um gostinho, uma vontade de ler. Inseri inclusive uns pequenos comentários entre colchetes - [ ], pra quem não lembrar o que são colchetes – e suprimi outras partes, pra não entregar demais a história.
Ah, é, falar do livro! Livro fantástico, leitura fácil, é da Coleção Plenos Pecados, fala sobre a Ira, é ambientado numa guerra e nenhum personagem tem nome.
Favor não considerar o “trailer” como o livro lido, ok?

TAQUI.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Estilo literário


Esse post é para, entre outras coisas, acabar com o barraco virtual que se instaurou aí embaixo. Enriquecedor, claro, mas já deu o que tinha que dar. Até mais, sob alguns aspectos.
Tenho recebido alguns comentários (a maioria construtivos, ainda bem) sobre o meu estilo literário. Antes que se perguntem “Mas onde?” devo informar que este blog recebe umas três vezes mais visitas que comentários, e tenho amigos que preferem comentar via e-mail, telefone, msn e tal. Nada contra, não me importo. Nem todo mundo gosta de publicar suas opiniões.
Enfim, o que tenho recebido com mais freqüência é: “você escreve do jeito que você fala”.
Pausa para reflexão (minha): isso é um elogio ou uma crítica? Posso escolher? Então vou encarar como um elogio. Essa visão diz uma dessas coisas:
- Eu escrevo e falo mal; ou
- Eu escrevo e falo bem.
Qualquer que seja a idéia, pelo menos diz que eu sou coerente, né? E isso não deixa de ser bom.
No entanto, tenho que discordar em parte. Acho que eu não escrevo sempre do jeito que falo, mas o contrário, tento (com afinco, mas sem muito sucesso) falar do jeito que escrevo. Vou explicar. Difícil.
- Falar do jeito que escrevo:
Não acho muito difícil escrever corretamente, principalmente com recursos como dicionários, gramáticas e amigos-inteligentes-a-quem-posso-perguntar sempre à mão. Mas falar é muito complicado. Claro, tento falar com o máximo de correção possível, evitando construções como “nós foi” e “nós vai”, mas uso bastante “levar ela”, por exemplo. Acho pedante falar certo demais. E cansa, acho.
- Escrever do jeito que falo:
É impressão. Fato é que eu escrevo muito rápido, o que me possibilita meio contar a história pro teclado, dando uma impressão de oralidade. O chato é que tenho que suprimir algumas coisas. Palavrões por exemplo. Quem me conhece sabe que eu falo muitos, vários, mas tenho tentado não exibi-los aqui. Tem uns que eu acho que se escrevesse aqui, ia perder um pouco da moral. Mas bom eu avisar, para que no dia em que eu, sem querer, descer do salto, ninguém se assuste.

Falando em estilo literário, essa é uma das coisas que eu mais observo quando leio. Inclusive quero informar que o melhor livro que já li, em enredo e também em estilo é “Xadrez, Truco e Outras Guerras”, do José Roberto Torero. Vou falar dele depois. Outro dia. Em outro post. O fato de ser um livro sobre a IRA não é mera coincidência.

P.S.: Já pensou se eu começo a escrever aqui frases entremeadas por “caralho” ou algo assim? Puta que pariu, ninguém merece, né?

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Desculpe!


Sei que fiquei de falar sobre o NÃO, mas não assinei nada me comprometendo, o que me deu o direito de mudar de idéia. Vou falar sobre o DESCULPE.
Odeio essa palavra (novidade). Na verdade, odeio quando ela é usada do fundo do coração. Só acho-a útil se for pra ser proferida mecanicamente. Não estou louca. Vou explicar. Se você esbarra numa pessoa, por exemplo, é socialmente recomendado murmurar desculpas (Sim, algumas amarras da sociedade são importantes, claro. Vááárias).
Eu, principalmente, que faço aula de dança de salão, piso ou sou pisada todo o tempo. E em qualquer das situações, peço desculpa (quem já dançou comigo sabe que eu peço desculpas a cada 3 segundos, em média. Sim, eu danço mal.) Os alunos, na verdade, costumam ter as seguintes reações frente às minhas desculpas:
- Quando sou eu que piso, peço desculpas e eles aceitam, falando algo como “Não, tudo bem”, “Tem problema não” e afins. E aceitam as desculpas, achando que são sinceras;
- Quando eu sou pisada, peço desculpas e eles riem. Em geral não falam, mas pensam algo como “Mas fui eu que pisei no seu pé!”. E ignoram minhas desculpas, achando que não são sinceras.
O que a maior parte deles não sabe, ou não aceita, é que quando eu sou pisada é que sou culpada. Algo como devia-ter-tirado-o-pé-antes,não-tirei-entao-a-culpa-de-ter-sido-pisada-é-minha. Mas, pra não entrar no mérito (claro que não vou iniciar uma discussão dessas no meio da aula de dança), acabo pedindo desculpas nos dois casos. Inclusive quem tem muito a manha de dançar ignora minhas desculpas em qualquer dos casos, sabiamente.
Essas são as desculpas de que gosto, pronunciadas apenas por dever social, sem intenção de reparar algum dano, só mesmo pra não ficar aquele silencio constrangedor de acusação mútua.
Agora, por que não gosto de desculpas do fundo do coração:
Odeio o fato de as pessoas acharem que desculpas têm o poder de consertar ou mesmo curar. Tenho verdadeira vontade de matar alguém que me fere profundamente e depois vem todo bonachão com uma braçada de desculpas. E ainda se ofende se você não as aceita! Quem está pedindo desculpas não só fez algo desagradável como se sente no direito de exigir a sua compreensão!
Exemplo (claro que esse é um exemplo muito fraco para ilustrar a parte do “me ferir profundamente”, mas fala da última cobaia que achei pra testar minha teoria e por isso vou usá-lo):
Essa semana fui a um show. Veio passando uma mulher imensa e deu um bicudo no meu pé tão forte que não deu pra eu não dar um semi-xilique (peguei meu pé e fiquei falando “Aiaiaiaiaiai...”).
Ela parou, segurou no meu braço e disse. “Descuuuuulpe!” (bem miado). “Desculpe, por favoooor! Doeu, ne?”
Falei: “Ah, não vou desculpar não, não vai parar de doer!”
A mulher, estupefata, disse: “Então foda-se!”
E eu, já esquecida do pé, e como a mulher tinha ficado parada na minha frente esperando uma resposta, falei, bem calminha (finge): “Também não vai fazer parar de doer – Viu como pedir desculpas tem o mesmo efeito de falar foda-se?”
Ela saiu pisando duro. Do mesmo jeito que uma outra mulher que me queimou com o cigarro num outro show no ano passado, com quem tive um diálogo semelhante.
Queria que as pessoas entendessem que desculpas não saram. Queria que as pessoas parassem de achar que essa palavra é mágica e desfaz as coisas, resolve tudo. Parar de achar que se alguma coisa foi feita e causou prejuízo a outrem sem intenção, pode ser consertado com desculpas.
1 – não pode
2 – falta de educação não pode ser anulada por desculpas. Nem por beijos. Nem por flores. Nem por chocolates... Ta, nem por chocolates. Se fosse assim, as pessoas pensariam “Posso ferrar fulano à vontade, depois é só fazer um agradinho e tudo ficará bem de novo”. Não dá certo. Não comigo.
3 – a intenção não faz a menor diferença. Por acaso se alguém planeja enfiar o dedo no seu olho ou faz isso sem querer a dor é diferente? Se alguém te assassina ou te dá um tirinho sem querer você não morre do mesmo jeito? As desculpas te ressuscitam em algum dos casos?

Vou escrever mais sobre desculpas depois. De verdade. Não quero que este post fique enorme e venham reclamar comigo de novo depois. Enquanto isso, queridos, economizem desculpas direcionadas a mim, ok?

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

NÃO! Tá bom, então, a pedido.


Adoro a palavra NÃO. Pretendo falar mais dela depois. Outro dia. Hoje tenho outro assunto.
Na verdade, nem ia postar hoje. Estou atolada de trabalho (mentirinha!) e com preguiça.
Só que recebi um pedido. Quase uma intimação. E contrariando minha própria política – normal -, vou ter que citar nomes.
Vou contextualizá-los.
Domingo foi o meu almoço anual com o meu pai. Sim, eu só almoço com meu pai uma vez por ano. Sim, moramos na mesma cidade. Não, não acho isso esquisito. Nada contra ele. Só é assim. Aceitem. Até eu aceito!
Então, foi super legal, fomos num restaurante ótimo, chamado K-bab. Não gosto de comida árabe, mas lá tinha uma coisas bem legais. E tinha carambola!!! Bom demais.
Minha tia paterna, que eu não via há mil anos, foi também. Adorei vê-la. Adoro ela. Ela tem a risada mais gostosa que já ouvi na vida. Meu pai levou também duas amigas. Uma das duas (espero que só uma) parece ser namorada dele. Não sei. Esse povo moderno...
Legais demais elas também. Peguei telefone e tudo. Altas chances de nos vermos sem meu pai, hihihi!
Papo vai, papo vem, começamos a falar de blogs. Passei o endereço do meu pra eles. Peguei o do meu pai. Descobri (e confirmei pelo blog dele) que ele está escrevendo um tratado sobre gírias (chama-se “A Fala dos Guetos” e se inspirou no meu jeito de falar. Pode? Eu falo tão normal!).
5 dias depois (hoje), meu pai me liga, praticamente exige que eu publique alguma coisa a respeito do domingo (tá aqui) e divulgue seu blog (ta aqui também:
http://blogdodimaslopes.blig.ig.com.br). To mesmo amolecendo, não consegui falar "não". Logo eu! Ninguém merece.
Só queria decidir o que postar e quando postar... Mas nem isso consigo! Enfim, tentei não escrever, mas deu 16h50’ e eu resolvi. Péssima hora, já era pra ter ido embora. Mas tudo bem. Agora nem consigo parar. Vamos lá:
Pro post não ficar muito pequeno (tamanho pra mim é documento. Mesmo se for de post), vou contar uma historinha: Eu trabalhava numa indústria muito bacana. Quando saí (eu pedi pra sair, tá!), tive que fazer uma audiometria para mensurar o quão surda eu tinha ficado ao trabalhar lá. Parêntesis: Só para informar: todos saem de uma fábrica um pouco mais surdos. Uns mais, outros menos. Principalmente quem passa seis meses lá. A medição da surdez adquirida lá se faz a partir da comparação do exame admissional com o demissional. Fecha.
Bom, estava lá eu na audiometria. A médica te coloca numa cabine fechada isolada acusticamente e pede pra você levantar a mão quando ouvir um som. O som é altamente esquisito, parece um zumbido. Claaaro que chega um ponto em que você não sabe se ouviu o zumbido, se é eco do zumbido anterior, se são as vozes te atormentando de novo ou se não é nada. Enfim. Toda hora que ouvia, levantava o braço, mesmo que não tivesse muita certeza. Daí passa um tempinho sem nenhum zumbido. Nem unzinho. Minhas costas chegavam a doer de expectativa. Me contive, esperei mais um tempinho, e nada de barulho. Pensei: “Essa mulher vai achar que eu sou surda” e levantei a mão. Ela se levantou rapidamente, abriu e cabine e perguntou, olhando pra mim como se tivesse visto um ET: “Você ouviu alguma coisa???”. É, aquele periodozinho em que eu não ouvi nada era porque não era pra ouvir nada mesmo. Acho que eu preferi passar por doida do que por surda...

P.S.: Agradeço a Paula por ter achado a ilustração pra mim na net. Nu, serviço demais aqui!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Me surpreenda!



Ontem foi um dia legal. Pra começar, inseriram um domingo no meio da minha semana. Bom demais. Foi um feriado religioso. Não sei do quê, só sei que não tive que trabalhar (Êêêêê!)
Então. Fui almoçar na casa de uma amiga que cozinha humilhantemente bem. Até bem pouco tempo atrás, ela ocupava o segundo lugar no meu ranking dos personal cozinhators, mas a que ocupava o posto vitalício do primeiro lugar não ocupa mais e, enfim, sempre que posso, vou lá saborear as delícias dela, cujo filho pode se dar ao luxo de recusar várias vezes ao dia. Mágico que ela, ainda que super mal-humorada e/ou triste, consegue fazer a comida maravilhosa como sempre.
Comi até quase ficar com sono. Não podia ficar com sono demais porque ia ver Ratatouille com a Vaidade. Para ir, quase me atrasei esperando os ônibus. E maldisse o feriado pela primeira vez. Chegando lá, uma fila kilométrica para comprar as entradas. Quase chegando à bilheteria, claaaro que elas se esgotaram. Inicialmente, íamos assistir o filme às 15h, mas tivemos que comprar entradas para as 17h30.
Fomos matar o tempo comendo no Eddie e fofocando. Muito. Das nossas próprias vidas, que fique bem claro. Depois pensamos em ir à Leitura, mas estava fechada e fomos às Lojas Americanas - quase igual. Não compramos quase nada. Mesmo. Só umas balinhas, chocolates, refri...
Então, hora do filme. Ao tropeçar nas dezenas de crianças entrando gritando, perguntei: “Quem teve a maldita idéia de virmos assistir um desenho dublado num cinema de shopping num feriado?” E tive o desprazer de ouvir a resposta: “Você!”.
Crianças gritando/chorando/rindo/comendo-chips-fedidos/comentando-o-filme/chutando-minha-cadeira à parte, o filme foi bom demais.
Sinto muito (mentira, não estou nem aí) por estar comentando um filme que já está rolando há tanto tempo, mas é que eu nunca vejo um filme muito perto da estréia. Tenho preguiça das estréias como tenho dos best-sellers, mas estes serão assunto de outro post.
Por falar nisso, quero dizer que pretendo ver Os Simpsons e também Primo Basílio dentro de umas três semanas, e devo postar algo a esse respeito aqui, falando bem ou mal. Ontem no filme morri de rir de uma parte em que Ego diz que é mais divertido fazer uma crítica falando mal. Não sei.
Falando nele, o Ratatouille não tem muito esse negocio de vilão. Não explicitamente. Tem o personagem que chega mais perto de ser o vilão, o chef Skinner, mas é inseguro demais pra isso, embora tente com afinco sabotar o mocinho. Tem também o crítico implacável, Ego, que parece um descendente da família Adams, mas nem é tão mau. Só o trabalho dele é que tem uma certa aura de terror. Tem também o sous-chef, um louro que não lembro o nome, mas cujo passado é intrigante. Vou parar de contar. Mentira, vou não.
Achei ótimo. Diferente. Tem umas discussões muito legais sobre valores, principalmente a lealdade. E ótimas musiquinhas.
Falando em lealdade, bom ver que meus amigos me conhecem. Seis pessoas me mandaram ver esse filme. Disseram que eu ia gostar. Duvidei, claro. Mas fui. E tenho que admitir que adorei.
Acho que alguns me mandaram assistir por causa de um sonho antigo que tenho de ser chef. (Não acredito que estou contando isso). Enfim, esse sonho, como tantos outros, vai ter que esperar. Por n motivos:

  • Não vou poder fazer um curso de gastronomia tão cedo.
  • Não vou poder ter um rato me orientando como no filme. Tenho medo de ratos. Nada pessoal. Tenho medo de ratos como o tenho de cachorros, vacas, rinocerontes, aves e insetos. Sem preconceito.
  • Me deu um certo pânico do que eu vou fazer quando eu for chef – se um dia eu for – se um crítico ou quem quer que seja, virar pra mim e disser: “Me surpreenda!”. Talvez eu consiga uma ou duas vezes, mas uma hora claro que não vai dar. Até me considero uma pessoa criativa, mas talvez não me acostume logo com esse negócio de “preciso de uma idéia brilhante” ou de “seja criativo agora!”. Acho mesmo que surtaria rapidinho num negócio desses. Porque não adiantaria chorar. A menos que eu usasse lágrimas como ingrediente para algum molho.

P.S.: O mocinho humano da história - o outro é o rato - se chama Linguini, um tipo de macarrão de que não sou muito fã. Mas ele é uma graça, de tão desengonçado. Parece até uma pessoa que eu conheço. Não falo quem é nem sob tortura. Agora sério, vou parar de falar do filme, senão as pessoas vão começar a dá-lo por assistido. Mas o Remy lavando a mão numa gota d’água é o máximo, não é?

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Foi bom para você... pena que eu não posso falar o mesmo!!! (com a variação: que bom que alguém está se divertindo!)


Levanta a mão quem nunca fez algo ou foi a algum lugar só para agradar o outro???
Outro dia fui ao teatro ver um espetáculo que se baseia nas obras de Chico Buarque - não sei em que mundo isso equivale a pegar as músicas dele, colocar uma atrás da outra e no final colocar um marmanjo mamando (literalmente e desnecessário) numa baixinha. Bem, posso dizer que se Chico estivesse morto estaria se revirando, como ele está vivo... preferia ser flagrado pegando a mulher alheia!
Você deve estar se perguntando: por que ela foi então? Ou, por que ela está falando sobre?
Respondendo... fui de graça... e em Diamantina, ou seja, o melhor que tinha no dia! E claro: para pagar de cult e agradar os chefes!
Mas vamos combinar né?! Uma coisa é você ir a um espetáculo sem pé nem cabeça que no final conta a história dos penteados e dá uma breve evolução dos tipos de cabelos só porque quer, a partir do non-sense, fazer uma crítica à "arte contemporânea". Outra coisa é você fazer um espetáculo sem o mínimo de bom senso e achar isso bonito, inserir cenas de nudez e bundas cheias de celulite só para incomodar a crítica! Se ainda eles cantassem! Não, eles são péssimos cantores... Naquele estilo: como cantores eles dariam bons bóias-frias! (porque como atores também eles não salvam!)
Ok, falei e não cheguei a lugar nenhum... rá! Aí que você se engana! Quem nunca foi num lugar do tipo festa de família/confraternização da empresa do namorado(a)/ apresentação teatral da sobrinha querida de 2 anos e teve que abrir aquele sorriso amarelo e dizer que estava adorando??? Quem nunca foi acampar, teve a pior experiência de todas e teve que ouvir seu(sua) acompanhante falando que foi incrível/maravilhosa e para não magoar apenas sorriu e concordou? (fica a dia: em caso de dúvida, sorria e concorde!) Levanta a mão aquele que nunca foi zoado por alguma coisa que fez (na hora pareceu uma boa idéia) e querendo matar aquele que te zoava, ficou pensando: "engraçado você hein? Que bom que alguém está se divertindo..."


Por fim, me despeço desejando a todos um Feliz Tim dos Pais!!!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Oi, estou ótimo hoje, você tem alguma crítica para mim?



Oi. Voltei. O último texto que postei foi bom. Bom demais pra esse blog. Não bom de qualidade, não me acho tanto assim – não sempre -, digo bom de bondade mesmo.
O sujeito entra num blog chamado “O Inferno Tem Porão!” e dá de cara com um texto dizendo “Adoro tal filme, adoro todo mundo que viu o filme comigo, adoro as borboletas e os passarinhos”... Ah, fala sério! Não que o que foi escrito seja mentira, mas já é hora de voltar à ranzinzice habitual.

Se bem que o último post foi o mais comentado de todos os tempos... Todos os tempos desse blog, claro. Será que isso quis dizer alguma coisa? Ah, não quero pensar nisso agora. Vamos lá.
Estava ocupadíssima em decidir se ia falar mal de alguém ou reclamar de como tudo dá sempre errado, mas não é que um tema me caiu do céu? Talvez tenha caído de outra parte qualquer, mas não importa.
Fato é que eu tive a infeliz idéia de emitir uma opinião não solicitada a uma pessoa. A opinião consistia, basicamente, em meter a ripa na forma como uma coisa estava sendo feita. Por isso era uma crítica. Crítica destrutiva é pleonasmo. O objetivo de toda crítica é destruir – ou pelo menos desconstruir – alguma coisa, mesmo que essa coisa esteja pedindo pra ser extirpada. O problema é que não é todo mundo que nota.
Pois então, sem que ninguém perguntasse, fui lá e fiz minha crítica. Eu e minha língua enorme que se recusa a parar dentro da boca. É mais forte que eu (chavão horroroso...). Não consigo ver um negócio dando totalmente errado e não fazer nada. Não falar nada, se for dos outros. Outros que eu goste, entenda-se. Se eu não gostar, deixo ele se ferrar pra lá. Não tenho tempo nem disposição para dar consultoria para o mundo inteiro. E não quero saber se a parte do mundo para o qual estou disposta não está interessada nos meus conselhos. E foi exatamente isso que causou a discórdia da semana.

Foi assim, falei com o tato de um ornintorrinco de patinete: "Olha, desse jeito não dá. Está, tipo... péssimo!" e o que tive como resposta para a crítica - algo sobre o momento ter sido inadequado para recebê-la - quase me fez me arrepender de ter dito. Atenção para o “quase”.

Questões que surgiram na minha mente:
1 – Qual é a hora em que a crítica não machuca?
2 – Se existe essa hora, como é que eu vou saber quando ela chegar?
3 – Tenho que esperar a pessoa me ligar dizendo: “Oi, estou ótimo hoje, você tem alguma crítica para mim?” e então aproveitar a oportunidade estragando o dia dela? Ou espero a pessoa estar num dia de cão, em que o pacote chuva+resfriado+assalto torna a pessoa mais propícia a receber uma crítica?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Se é pra fazer, melhor fazer bem feito



Ontem vi Saneamento Básico, o filme. Bom demais. Amei. Ri um monte. Quem me sugeriu o filme foi um amigo de gosto cinematográfico duvidoso, um cara bacana, mas que gosta de Dogville, um dos filmes que encabeça a lista dos piores que já vi. Comecei a fazer na verdade uma lista dos melhores para postar aqui, mas ela começou a ficar enorme. Tenho que fazer uns cortes, uns ajustes, porque uma lista com quase 80 filmes é ruim até pra ler. A inspiração pra fazer a dos piores não tardou. É inclusive, temo eu, minha tendência natural. Mas essa está curtinha, tem só uns dez mesmo, gosto de muita coisa, inclusive do que passa na Sessão da Tarde. É sério.
Mas então, eu falava do filme de ontem, né? Bom, engraçado, leve, durou menos de duas horas – o que é um ponto positivíssimo para uma pessoa inquieta e impaciente como eu –, cheio de gente bacana que eu adoro.
Por falar em gente que eu adoro, fui assistir o filme com um amigo que eu adoro. Adoro muito mesmo, nem sei se ele sabe o quanto. Se não sabia, vai ficar sabendo agora. Tenho fortes razões pra acreditar que ele lê meu blog. Razões tipo... ele me disse.
Depois eu volto a falar do filme, vou falar mais dele. Então, sou super fã, de carteirinha mesmo, e é muito estranho porque consigo conversar com ele um monte, e não fico parecendo uma retardada sem ter noção do que fazer com minhas mãos (nem lembro que tenho mãos quando estamos conversando), como fico quando estou perto de outras pessoas de quem sou fã. E isso é muito bom. Ficar à vontade com quem a gente gosta.
Vamos voltar pro filme? Tive altas idéias ao vê-lo. Pena não ter levado um bloquinho de anotações. To brincando, não cheguei nesse nível de neurose ainda. Mas ótimos os diálogos, as brigas do casal, as discussões semânticas. Parei, não vou ficar contando todo o filme.
Teve uma frase no filme (não to contando o filme, preciso comentar a frase pra contextualizar o próximo assunto) que mexeu comigo. Mais que o resto. “Se é pra fazer, melhor fazer bem feito". Nesse momento tive um insight e decidi recomeçar a história que estou tentando escrever. Com noção. Bem feita.
Atenção: reescrever uma história não é uma metáfora para nada. É só mesmo o que está escrito. Sentido literal, sem firula. Mantenha o cérebro em ponto morto e releia a frase. Isso, viu? Simples. Só isso. Ipsis literis. Sem entrelinhas, mensagens subliminares ou o que for. Ficar tentando achar um sentido pra todas as coisas o tempo todo cansa.
Mas a dancinha do monstro do filme é ótima. Agora parei mesmo.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sabe aquela planilha que eu te pedi há dois meses e você já fez? Então, faça umas florzinhas de moldura...




Estou escrevendo esse post enorme, mas não quero que pensem, por isso, que estou falando de alguém pelas costas (Que tipo de louco fala de alguém pelas costas num blog?).
Na verdade, não é exatamente sobre alguém específico mas, na verdade, sobre tudo. Sobre processos de trabalho e relacionamento profissional. Parece que é direcionado para alguém específico porque alguns de nós pisam na bola mais claramente que os outros, mas o objetivo aqui é apontar problemas (e, se Deus quiser, soluções), não culpados.

Fiz uma listinha (desculpe, adoooro). Portanto, vamos por tópicos:

1 – Sobre os Acordos

Precisamos combinar algumas coisas. Combinar para não gerar disse-que-disse entre as pessoas para as quais damos informações, e para não correr o risco de ninguém desautorizar ninguém. Há duas questões importantes nisso:
1.1. Só adianta combinar se for pra cumprir. Não adianta combinar A e fazer B. Se cada um for proceder como quiser frente às situações, pra que perdermos tempo conversando a respeito antes? Ou discutindo a melhor forma de fazer o que quer que seja?
1.2. Algumas coisas têm que ser padronizadas, outras não. E faz parte do nosso trabalho, usando da nossa inteligência e do nosso senso de oportunidade, decidir o que padronizar. Padronizar o atendimento ao cliente e não tanto o formato das aparas, por exemplo. Às vezes nos preocupamos muito com coisas pouco importantes e esquecemos ou negligenciamos as principais.

2 – Sobre as Intervenções

Claro que é ótimo intervirmos nos trabalhos uns dos outros, pois isso enriquece e muitas vezes agiliza nossos trabalhos. Mas até isso tem que ser feito com método. Questões:
2.1.Correção/Sugestões – Parte 1 – Quando um de nós escreve alguma coisa, podemos mostrar ao outros, para que possam corrigir/sugerir, de modo a melhorar o material antes de ser repassado para a magna chefia. Ótimo, lindo. No entanto, uma coisa é querermos mudar para dar mais informações, para ficar mais claro, enfim, com alguma finalidade institucional. Outra coisa é querermos inserir nosso estilo literário no documento do outro. Tipo mudar uma frase pra ficar do jeito que eu falaria, sem alterar em nada o sentido. Com que objetivo? O único jeito de um texto ter a sua linguagem é se você mesmo escrevê-lo.
2.2.Correção/Sugestões – Parte 2 – Quando um de nós abre a discussão sobre algum assunto ou pede alguma opinião, não somos obrigados a aceitar as sugestões que nos são dadas, mas pelo menos levá-las em consideração. Se A pergunta a B se um texto está claro e B diz q não, ao perguntar a C, a opinião de B deve ser no mínimo levada em consideração. Considerar essa opinião é respeitar a pessoa que a deu, porque a opinião não é baseada simplesmente na leitura do texto, mas em toda a formação (não só profissional) que aquela pessoa construiu ao longo da vida. Ignorando-a, você esta reduzindo essa construção a nada (Dá medo, não é? É pra dar mesmo). Se a opinião da outra pessoa é tão pouco importante, poupe-a da pergunta.

3 – Sobre as Interrupções/Sigilo

Precisamos repensar a forma como o pessoal de um setor interrompe o outro. Até mesmo num bar, as pessoas esperam o outro cliente terminar de pedir a cerveja para pedir a sua, mas tem lugar em que, seja reunião, conversa, conferência, alguém tem sempre a liberdade de chegar de longe já falando, interrompendo, a despeito da importância ou urgência do primeiro assunto. E, às vezes, esse assunto é uma coisa que nem é para ser divulgada para todo o pessoal, e quando assustamos, tem alguém com a cara por cima dos nossos ombros, participando de tudo.

4 – Sobre as Florzinhas na Moldura (pra você entender o título do post):

Gostaria de saber qual é o problema em ficarmos à toa. Não estou falando de empurrar as pendências para o lado, fingir que elas não existem e ficar à toa tendo coisas para fazer. Falo de ficar à toa porque não tem nada para fazer. Ócio absoluto, e não enrolação. Natural umas pessoas ficarem mais à toa que outras se, ao dividir a carga de trabalho igualmente, um demora uma semana e outro três horas para fazer o mesmo serviço. O que acontece é que tem gente que não pode ver o outro à toa. E não falo de pedir ajuda para fazer alguma coisa, mas sim de inventar atividades, no estrito estilo: “Faça qualquer coisa, só não fique à toa”. Tarefas sem finalidade nenhuma, do tipo: “Sabe aquela planilha que eu te pedi há dois meses e você já fez? Então, faça umas florzinhas de moldura...”

terça-feira, 10 de julho de 2007

SANTOS NO PLÁSTICO

Santos me deprimem. Não os santos em sentido estrito, não as pessoas deles. Adoro Nossa Senhora Desatadora de Nós, por exemplo. O que mata é a iconografia! Não agüento aquelas imagens! Principalmente as de barro. Aquelas de cara feia, que se não fosse pelo manto, seriam miniaturas de carrancas.
Que preguiça de casas cheias daquilo (Desculpe, vó, eu gosto de você mesmo assim).
Outro dia fiz uma visita (sem muitos detalhes, não quero que ninguém se identifique, apesar de ter acontecido mesmo) e o recinto continha umas imagens de santos envoltas em plástico individuais.
Não parecia nenhuma modalidade de tortura a Santo Antônio, embora eu não faça idéia de que santos fossem aqueles. Um deles, inclusive, parecia fêmea.
Só Deus. Mas isso não é importante. O importante é que os santos estavam envoltos em plástico. Um plástico fininho, tipo filme. Coisa mais estranha.
Pior do que ter santos é tê-los no plástico.

P.S.: Que os santos, no plástico ou não, nos ajudem a manter esse blog...

terça-feira, 12 de junho de 2007

Tudo acaba em pizza? Ou em sushi?

Chega a primeira quinzena de junho começa aquela coisa de sempre: anúncios de dia dos namorados!!! Cansei de ouvir: Feliz Tim dos namorados!Ah! Fala sério! Ô trocadilho fraco!

Sem contar que, sinceramente, quantas vezes seu namorado acertou em cheio o que te dar? Estou falando sem aquele esquema de "ô meu bem, escolhe alguma coisa....eu pago..." sabe? Sem espontaneidade nenhuma!

Mas ponto positivo: hoje se pode ver clássicos água com açúcar do tipo: À Primeira Vista, Louco por Você, Surpresas do Coração, Quem Vai Ficar com Mary? e Do Que as Mulheres Gostam. Na nossa querida TV aberta passou, é claro, Ghost - Do Outro Lado da Vida, de Jerry Zucker, em que Patrick Swayze precisa usar Whoopi Goldberg como intermediária para poder tocar sua amada Demi Moore, ao som de Unchained Melody - o que na minha opinão é meio deprimente dado a data etc, mas vá explicar....

Sem esquecer (é claro!), a sutileza de Tarde demais para Esquecer, com Cary Grant e Deborah que inspirou Sintonia de Amor, com Tom Hanks e Meg Ryan.(aliás, pequena maratona Tom Hanks e Meg Ryan - na sequência: Mensagem para você!)

Outro ponto positivo, "franceses" tocando no shopping...adoooooro! caixa de bombom...jantar especial - legal a noção de romantismo, ou vai uma pizza mais cara ou, na melhor das hipóteses, japonês lá em nova lima...(bem, fica a sugestão...) - ursinho de pelúcia aquele com coração e tudo (tem quem goste...)...ah! não vamos esquecer também o clássico: lingerie! Sério!? Será que ele acha mesmo que você vai usar uma calcinha de renda e fio dental por livre e espontânea vontade???

Ok, vale para sair da rotina...mas não me venha com Feliz Tim dos Namorados...a não ser que seja um LG Silver....