sexta-feira, 9 de novembro de 2007

"Eu pensei que..."


Por isso eu digo: pensar é pra quem pode, e não pra quem quer.

Outra coisa: faltam DOIS DIAS para os meus parabéns, e de quem esquecer eu vou ficar de mal mesmo.

Minha mãe tá vindo aí-í, la-ra-la-ra-la-ra...

No mais, bom final de semana.

Sushi


Não é do sushi de comer que vou falar não. Gosto muito também, mas hoje vou falar do livro.
Adoro a escritora irlandesa Marian Keyes. Já li os 5 livros que ela tem publicados em português, todos grossos e ótimos, sendo que tenho 3. Prometo um post pra depois falando mais dos outros, mas hoje só quero falar de um.
Fiquei com vontade de comentar do Sushi aqui porque falei dele ontem com uma amiga que está lendo e gostando.
Ele conta a história de três mulheres bem diferentes, é muito legal. Todo mundo que lê se identifica com pelo menos uma delas e queria ser outra. Muito bom. Ótimo e engraçadíssimo. Daqueles que você lê no ônibus e todo mundo te olha esquisito por causa dos acessos de gargalhadas.
Não vou contar muito da história, mas obviamente vou postar umas frasinhas que tirei dele (Gau, pode ler, não contei nada demais. Nada além da parte que você já leu. Talvez só uma ou duas coisinhas...). Não vou nem linkar, vou deixar aqui mesmo, porque filtrei bem e peguei só pouquinhas:

_Quem espera, desespera.

_Acho difícil respeitar um homem que passa mais tempo cuidando do cabelo do que eu.

_Você não tem a menor compreensão desse conceito. Muito me espanta que consiga enunciá-lo.

_Vocês não acham que deviam tentar se pôr no lugar dela?
_Eu adoraria me pôr no lugar dela. Mas sem avisar a ela para se levantar primeiro: já ia me jogando em cima antes que ela tivesse tempo de pedir socorro, e só sairia quando os cacos mortais começassem a espetar minha bunda.

_Você parece que confunde sua idade com o limite de velocidade.

[uma mãe tentando fazer o filho de 5 anos calar:]
Fedelho mimado! (...) Se vivesse em Bangladesh, trabalharia dezoito horas por dia numa daquelas fábricas que tiram o couro dos trabalhadores em troca de um salário de fome... Aí, sim, ele teria um motivo para chorar.

_Patetas não costumam render muito na horizontal.

_As revelações são como ônibus, não são? Não passa nenhuma durante horas e, de repente, passam três de uma vez.

_Você disse que esperaria por mim.
_Disse? Bom, então eu menti.


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***Fedaputice do dia*** Odeio, odeio, odeio festa de final de ano de trabalho. E tava rezando pra arrumar uma boa desculpa pra não ir à daqui, sem que ninguém pensasse que eu não gosto de socializar (a despeito da plaquinha de “Não sou anti-social, só não gosto de você” que tem sobre a minha mesa... mentirinha!). Enfim, o povo decidiu que a festa vai ser no dia 22/12(!), um sábado(!), em outra cidade(!). Jesus me ama, mesmo: Não só não vou, como não vou precisar ter o trabalho de inventar nenhuma desculpinha, porque estarei ocupada com 2 coisas: VI-AGEM, hahaha.
Ou, ninguém tem noção da enrascada que eu escapei. Tive que me segurar muito na cadeira pra não sair pulando de alegria.
Eis que vira um colegüinha e fala:
_Nossa, mas você tinha que ir pra animar a festa!
Eu, angelical:
_Vou mandar um boneco do posto com a minha cara, daí ele fica agitando os braços e animando a festa por mim...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Síndrome de cabeça de Doberman


Tem uma lenda (descobri que é lenda hoje, pelo meu tio Google) segundo a qual a caixa craniana do Doberman é incompatível com o tamanho do seu cérebro, é menor. O cérebro fica, assim, comprimido, causando dores de cabeça horríveis ao cachorro e, conseqüentemente, seu enfurecimento. É isso que faz com que o cão avance em qualquer um, inclusive no seu dono.

Entendo totalmente o pobre do Doberman.

Muito difícil não morder quando estamos com dor. Qualquer um morderia. Mesmo com muita madre-teresice.

Hoje tá parecedo que tomei uma surra de marreta. Não, tá parecendo que fui a marreta usada pra dar a surra em alguém. Algo relacionado a gripe, dor no corpo, tpm, dormir pouco e conversas que são literalmente uma surra, logo antes de dormir.

Nossa, é muito difícil ser legal e simpática, ainda mais pra mim que não estou habituada a isso.

Acho que amanhã já estarei de melhor humor, mas tô com muita preguiça de ficar distribuindo sorrisos e tapinhas nas costas hoje. Mas já ganhei uma estrelinha com Jesus só por não ter mordido ninguém até agora.

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Parabéns pra minha Mãe Dindinha, que apaga 85 velinhas hoje.

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Daqui a 4 dias sou eu, haha. Menos velinhas, é claro. Menos velhinha, eu.

Ah, meu filho


Esse é um post escrito a 4 mãos. Ia escrever que foi digitado a 20 dedos, mas ficamos com preguiça do povo imaginar a gente digitando com os pés. Então deixa assim mesmo. Fato é que eu e o Grilo, como ele já contou , tivemos um filho. Ele se chama XXXXXXXXXX (só pra vocês terem a curiosidade de ir nos visitar). Passem lá depois pra conhecê-lo e desejar muita saúde pra ele. Esperamos que ele cresça forte e cheio de boas histórias durante sua vida.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Hello, stranger!


Preciso, muitíssimo, comentar um filme. Closer. Das antigas, claro. Depois de metade do mundo me mandar ver esse filme (algo relacionado ao fato de eu adorar saber de tudo até o fim, acho), finalmente comprei. Ótimo, ótimo, ótimo. Lindo o filme, muito diferente. Todo filmado de pertinho, como o Grilo chamou minha atenção.
Bem bacanas os personagens. Linda música-tema, coisa em que raramente presto atenção (pobreza). Se quiser ouvir, é a The Blowers Daughter (Damien Rice)
O filme é de um inglesinho tão facinho que até eu entendi quase tudo. Achei bom, mas, pude, claro, mais uma vez, ver como são toscas as legendas. Bom demais não ter que olhar as legendas e focar toda a minha atenção no Jude Law, por exemplo.
Não vou contar o filme. Mas ele dá outra visão sobre fim de relacionamentos. E fala sobre amor e confiança de um jeito muito legal.
Só dá um pouquinho de tristeza por causa de umas sensações quase esquecidas que o filme me faz lembrar. Principalmente depois de vê-lo pela quarta vez.
Tive, claro, que anotar minhas frasinhas prediletas. Algumas eu copiei mesmo, meu puro esforço, mas boa parte já achei digitadinhas na net. Google, eu te amo. Quem quiser ler, estão aqui. Excelentes frases curtinhas do filme, além da clássica que dá nome ao post, “Hello, stranger”.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Razões ("estranhices") pelas quais eu me convenci de que estou mesmo passando mal


1 – Acordei e não consegui abrir os olhos. Sim, eu sou estranha e, ao contrário do resto das pessoas, eu acordo primeiro e abro os olhos depois. É legal. Só que hoje eu estava acordada, com plena noção do que acontecia à minha volta e simplesmente não consegui abrir os olhos. Isso, claro, fora o calor, a moleza e todo o resto. Algo relacionado com uma noite mal dormida, uma infecção de garganta ou... a um batom de doce de leite que comi ontem. É, eu estou mesmo passando mal.

2 – Liguei pro trabalho e avisei que não dava pra ir naquela hora. Só que eu sou meio nerd com esse negócio de horário e não costumo atrasar, nem quando estou passando mal. É, eu estou mesmo passando mal.

3 – Trabalhei das 11 às 15h. Saí mais cedo pra ir ao médico. Meu médico, meu amigo. Ele já marca o último horário porque sabe que vamos ficar de papo. Ele:
_ Você tá namorando?
_ Não.
_ Tá lembrando que não é pra você se envolver com ninguém, né? Que o terapeuta te mandou ficar quietinha por um ano...
_ Nº 1: Eu não estou namorando. Nº 2: Já passou um ano.
_ Já?
É, eu estou mesmo passando mal.

4 – Saindo do médico, fui tentar comprar uma calça. Entrei numa loja que sei que tem calças do tipo que eu gosto. O joselito do vendedor, lindo por sinal, chega perto de mim:
_ Bom dia, senhora, posso ajudar?
_ Eu ainda não achei o que eu quero. Vou olhar e ai, se eu achar, eu te chamo, ok?
_ Então deixe-me mostrar a loja...
_ Eu já conheço a loja, obrigada.
_ Qualquer coisa, meu nome é Eduardo.
Comecei a olhar as calças e só tinha colorida, bordada, cheia de penduricalhos, todas horríveis. E baixas, muito baixas.
_ Eduardo, eu quero uma calça jeans de comprimento tradicional, azul, lisa, sem nada pendurado, que não seja justa, de jeans molinho, de cintura não muito baixa... ah, e do meu tamanho.
_ E qual é o tamanho?
_ Não sei, tenho calças 38, 40 e 42... Mas por favor, traga uma que me sirva, porque eu só vou experimentar uma, ok?
Ele trouxe uma calça. Linda. Perfeita. Que me serviu. Do jeito que eu pedi. E foi baratíssima. É, eu estou mesmo passando mal.

5 – Matei aula de dança. É, eu estou mesmo passando mal.

6 – Peguei um taxi na Av. Amazonas pra voltar pra minha casa. Síndrome de começo de mês, quando eu acho que sou rica. É, eu estou mesmo passando mal.

7 – Puxei conversa com o taxista. Apenas por medo de dormir no taxi e ter de pagar 100 reais pela corrida. Mesmo assim... é, eu estou mesmo passando mal.

8 – Consegui postar de casa. É, eu estou mesmo passando mal.

P.S.: Faltam 10 dias pro meu aniversário. Ninguém esqueça, hein! Por favor!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Amo o messenger


Lá você pode receber uma mensagem ultra ótima, algo entre o convite e o elogio, e ter a seguinte reação: Gritar, pular, sair correndo, dar duas voltas na sala, fazer uma dancinha, rir, quase morrer, pensar em “Ai, meudeus!”, “Como assim?” ou “Não acredito!”, voltar pro computador e escrever, o mais blasée/controlada/não-to-quase-passando-mal possível: AHÃ.

Feliz Dia das Bruxas.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

AMIGOS, amigos


Hoje falei com um daqueles AMIGOS antigos. Um daqueles que eu não vejo sempre, mas que quando o encontro, parece que a gente não se vê desde... ontem!
Ótimo, tudo de bom, mas ter amigos também tem umas complicaçõezinhas.
E os amigos que cismam de contar suas mazelas no dia em que você também está cheio de problemas? Só ouço se for AMIGO, assim, tudo maiúsculo. Se não, falo NÃO, numa boa.
E aqueles pra quem você fala NÃO e ficam de mal? Ah, nem.
E aqueles amigos que pedem que você fale a verdade, você fala e eles ficam de mal?
E aqueles que ficam de mal e você nem sabe por quê? Somem da sua vida igual o Mister M. Não, o Mister M volta pra explicar o sumiço...
E a ciumeira?
Já tive um amigo que me cobrou:
_ Mas por que você deu presente pra fulano? Você nunca me deu presente!
_ Nossa, que calúnia! Já te dei um monte de presentes! (Leia-se presentes = bala, borrachinha, bilhete, etc.)
_ Mas nunca com tão pouco tempo de amizade...
Ai, meudeus, agora tenho que fazer uma planilhinha com os apontamentos, tipo: “presente, depois de 3 meses; dormir na casa do outro, depois de um ano”? Ah, faça o favor!
Falando em tempo, não dá pra estimar o tempo pra um coleguinha virar amigo e pra um amigo virar AMIGO. Tem amizade que começa à primeira vista e gente com que você convive há mil anos e não é amigo. Ainda não é ou nunca vai ser. E muitíssimas pessoas que não entendem isso.
Há uma construção, realmente, mas é totalmente atemporal. Também não ao ponto de um scrap que chegou pra mim outro dia no Orkut assim: "Posso ser sua amiga?" Apesar de crer que ela não deva ter a mesma percepção semântica que eu dessa palavra, respondi: "Infelizmente, no momento, não tenho tempo de ter mais nenhum amigo".
Brilhei ao não completar o scrap com: “Se algum dos meu atuais amigos morrer ou ficar irremediavelmente de mal, abrirá uma vaga, daí eu te aviso.” Não escrevi isso.
E os AMIGOS que te aconselham nas crises com outros amigos? Há pouco tempo ouvi:
_ Você acha que pegou pesado?
E eu:
_ Nem sei do que se trata! Eu falo tanta coisa com ele, que nem sei por qual delas ele se ofendeu!
E amigo que quer que você adivinhe as coisas? E quando você tenta adivinhar, erra e ainda toma xingo porque ele acha que você já devia conhecê-lo o suficiente pra prever corretamente?
Falando em xingo, e amigo que tá puto com alguma coisa que nada tem a ver com você e você acaba levando ferro, só por estar por perto na hora da raiva?
E os amigos que acham que desculpas consertam as coisas?
E os que acham que não podem errar? (Não que as desculpas consertem os erros...)
E os amigos dos amigos que você rouba pra si? E os amigos seus de núcleos diferentes que se conhecem através de você e viram amigos?
E a linguagem que só um grupos de amigos entende? Nó, vou escrever um post depois só disso.
E os amigos que te salvam?
E amigos pelos quais a gente se apaixona? Mexa com isso não, confie em mim, eu sei o que estou dizendo.
E amigo que te pede opinião? E o que te faz pensar em pleno sábado à noite?
E os critérios de seleção de amigos? Gosto de fazer o exercício de olhar para uns amigos que tenho e me perguntar: “Se eu não o conhecesse, eu me aproximaria dele? Por quê?” Pré-julgamento, eu sei. Mas eu sou assim. Tem umas características que me dão preguiça, como excesso de burrice ou de bondade, por exemplo.
E parente que é amigo? Raros, no meu caso, porque não acredito que laço de sangue seja prerrogativa pra você amar ninguém.
E amigo que dá chilique? Ultimamente tenho vários (amigos e chiliques). Por isso é que tenho que limitar o número de amigos que posso ter. Vai que todo mundo começa a surtar ao mesmo tempo?

Amo meus poucos AMIGOS, com todas as suas características, beleza, inteligência e até chiliques. Por tudo que tenho aprendido com eles. Provavelmente seria mais fácil continuar anti-social, mas tenho que concordar que algumas delícias da amizade valem todo o sacrifício!

P.S.: Não dou conta de decidir as coisas. Fiquei numa dúvida cruel de qual foto eu ia postar. Escolhi aquela, mas tenho que mostrar as outras candidatas. Tão aí:





Pagando


Fiquei devendo ontem a foto das unhas que usei no baile. O Grilo arrumou essa foto pra mim. Bem melhor que a de ontem. O fundo na verdade era dourado, mas ele também me ensinou que não existe dourado no computador. É isso. Não devo mais nada a esse blog agora.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Faça as contas


Oportunidade
+
Uma mulher doida pra libertar sua baranguice interior
+
Um vestido de sereia emprestado pela Thays (desculpe, já contei, mas não consigo parar de repetir isso, kkk)
+
Acessórios emprestados pelas outras amigas barangas (dando nome aos bois às vacas: Paula, Zabela, Tia Célia, Renata, Eliane, Heloisa...)
+
Amigos joselitos que topam passar uma tarde arrumando comigo
+
Acessórios que eu já tinha (eu assumo, ta?)
+
Outros que comprei (sim, entrei na Não-sei-que-lá-Bijoux e gastei $10)
+
Um make-up de nível
=
Luk mais féxion de todos os tempos!
Não posso colocar fotos aqui pra zelar pelo meu filme, mas vou descrever a roupa o melhor que eu conseguir:
O vestido de sereia era todo de lantejoulas (se eu falar paetês, fica chique). Era branco, mas meio furta-cor. Ele tem uma abertura nas costas e um coração vazado no peito. Por baixo eu estava com um top azul cintilante.
Eu tinha um lenço azul de florzinhas brancas amarrado na cintura, com um segura-canga de madeira em formato de peixinho.
Eu estava de meia soquete branca de beiradinha azul, e uma sandália azul de salto grosso.
Minhas unhas eram postiças, decoradas como o rajado de um tigre, dourado e preto. (Não estou conseguindo colocar a foto aqui, achei essa que se aproxima mal, mas até amanhã eu tento de novo).
Fiz um rabo de lado no meu cabelo com um aplique longo e coloquei uma gominha de pompom azul.
Eu usei brincos grandes e pulseiras mil e a maquiagem era basicamente sombra azul e batom de um tom que eu chamo de pink-sem-noção.
Como breguice pouca é bobagem, tive que complementar o visu dançando passinhos de chacrete, jogando muito o cabelo postiço e requebrando igual à Lacraia ao som de músicas como "Paulinha" e "Como uma deusa". Por falar nisso, as djs estão de parabéns, nu!
Com assim eu chego num lugar, todo mundo fala “Nossa, mas você ta horrorosa!” e eu agradeço? É a vida...

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Com que roupa


Domingo tenho um baile brega. Minhas roupas barangas estão quase saindo no tapa pra ver qual é que eu vou usar. Dúvida cruel. A mais cotada por enquanto está o vestido de sereia. Da Thays (rs).
Essa semana exercitei muito a minha maldade. Esse foi o principal assunto na escola e toda hora que alguém me dizia: “Não sei com que roupa eu vou”, eu falava: “Essa aí que você tá usando tá ótima”.
Este é um dos bailes mais esperados da escola, talvez porque a dança de salão por si só já seja brega. E eu também. Breguérrima. Assumida. O povo do meu trabalho me emprestou vários acessórios. Bom foi eu olhando pro brinco que a Zabela tava usando e falando:
_Me empresta esse brinco pra eu usar no Baile Brega?
E ela tirou e me emprestou!!! Que amor!
Depois eu conto tudo aqui.
Bom final de semana pra todos.

P.S. Créditos do cartaz do baile para o Senhor Grilo Phalante

Intolerância


Não é novidade pra ninguém que me conhece o fato de que sou intolerante.
Mas à lactose? Por essa nem eu esperava.
Mentira. Não fiquei feliz com a confirmação, mas esperava sim. Claro que já tinha pesquisado os sintomas que vinha sentido e já tinha notado que nos raríssimos dias em que eu não tomava leite me sentia melhor.
Mas quem mandou? Quem procura, acha, né.
Justo eu. Justo eu que mamei no peito até os dois anos de idade. Justo eu que amo leite. E iogurte. E danoninho. E sorvete. E milkshake. E leite moça. E chocolate.
Aaahhh! Meu mundo caiu.
Numa pequena lista mental que fiz dos alimentos que gosto, vi que mais da metade leva leite. Droga. Se bem que se eu seguir direito a dieta, vou ficar mais magra que uma etíope. Polianicamente falando, claro.
Nem sabia que tinha jeito de desenvolver isso depois de velha. Puta merda, acho que queimei toda a minha lactase. Boa parte no Mc Donalds, claro. E nem posso processá-los pra pedir a indenização em milkshakes.
A propósito, por que eu fui ter isso antes de provar o milkshake de maçã com canela do Bobs? Saco. Vou morrer sem conhecer.
Por falar em morrer, ah nem, tô odiando esse negócio.
Fiquei totalmente passando mal nesses últimos três dias e ainda tenho que escutar volta e meia alguém que me vê prostrada sobre o teclado, quase me esvaindo em dores e enjôos e tudo de ruim e fala: "Você não tá grávida não?" Claro, quase ia esquecendo, toda mulher passando mal está grávida. Ai.
Ontem à noite viro toda séria pra um pessôo e falo:
_ Estou doente. Não posso tomar nada derivado de leite.
_ Mas o que você tem?
_ Intolerância.
_ ?
_ A lactose.
_ Só a lactose?!
Que puto! Nem pra se compadecer! Ainda fui lanchar no shopping com essa chatice. Cardápio lact-free: sashimis. Viu, tem coisas que eu tolero!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Prefiro não fazer...

Para quem não sabe eu estudo, sou trainee e faço uns freelas (criação visual e produção gráfica, se precisarem...). Aí tirei o feriado para conhecer o Rio de Janeiro, já que trabalho, vou fazer valer a pena! Aí eu volto, vou com a Ira comer bolo de chocolate na faculdade, e é claro que ela me manda contar a viagem no blog! Hummm prefiro não fazer...

Um dia depois, dando carona para a Ira...

- Você viu o blog???

- Não... (com cara de gatinho do Shrek, vai que ela resolve se vingar da minha negligência salutar – aqui merece um outro parênteses: porque aprendi a palavra negligência junto com a salutar e não sei usar separado! )
- Pois é...escrevi e cobrei seu texto, Dona Thays! ( com cara de “quem pegou as MINHAS balas fini???”)
- Hummm...(acho que prefiro não ler!)

Bem, atendendo a pedidos = não tenho nada para fazer no serviço e é menos feio do que ficar lendo um livro qualquer na frente de todos, pontos "altos" da viagem do Rio:

1- Saindo do “Rio Scenarium”, casa de samba na Lapa, o point do momento... Era sexta-feira, eu tinha acordado 4hr da manhã, viajado 5 horas, ido à praia e estava saindo de lá, com a maior tromba, porque ficaria mais 5 horas se as pessoas que viajaram comigo deixassem. Segue o breve diálogo:

- Goxtei do cabelo... (preciso dizer que era um carioca maldito?

- Corta igual!!!

2- Vamos à praia...onde? Ipanema? Não! Leblon!

A.DO.RO falar Leblon! Onde você mora? Leblon! Onde vai almoçar? Leblon! Vamos comer pizza? Sim, no Leblon! (por favor, releia as frases em voz alta, sem se importar em parecer retardado, eu juro que você vai perceber quão bom é falar Leblon!) Estava eu, deitada de barriga para cima, paquerando mocinhos no Poxto Déix do Leblon...coloco a os braços estrategicamente no rosto, aquela coisa: tampa o sol mas deixa visível... claro que passaram 5 minutos e eu dormi...e muito!!! RI.DÍ.CU.LO.!

3- Na boate Melt..adivinha onde??? no Leblon!!! Todos os tios da Sukita resolveram me encher o saco por causa do cabelo (acho que cabe descrever: é aquele chanel mais curto atrás e mais comprido na frente). Diálogo:

- Posso te fazer um elogio?

- Obrigada...(sorriso amarelo)
- Mas eu nem fiz o elogio...
- Mas é um elogio, não? Obrigada...
- Então, goxtei do cabelo...
- Obrigada...
- Combina com você (comentário mental: “Verdade??? Que sorte que eu dei hein?”)
- Obrigada...
- É bem elegante...
- Obrigada...
- njknhdusheoae (não tenho idéia do que ele disse nesse momento)
- Obrigada... (ele sorri e vai embora...finally!!!)

Outro:

- Goxtei desse corte meio francesa...

- Humm (prefiro não responder...) Deixa eu ir ali...já volto...

Sim, sou metida e pouco simpática!!!

Já que estou aqui vou me adiantar à Ira...Ontem, estávamos eu (motorista), Ira e um amigo gay...

- Humm que cara lindo, dá carona para ele... (preciso dizer que era o amigo gay? Janaína nunca acha ninguém bonito!)
- Humm...acho que não...
- Ahhh tadinho, ele pode ir no meu colo...
- Hummm...se você quer mesmo posso parar, você desce e vai de ônibus...

- Nó! vou colocar isso amanhã no blog para verem que eu nem sou tão má!!!

Ahhh esqueci de desejar um Feliz TIM das crianças para todos!!!


ps: O título foi retirado da novela Bartleby, o escrivão de Herman Melville, o autor de Moby Dick. O personagem principal, que dá título ao livro, só responde com a maior cara blasè: “Prefiro não fazer”, desafia a lógica da razão e com o tempo passa a recusar o próprio trabalho de escrivão e copista para o qual foi contratado...- A.DO.RO.!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Visitas


Recebi umas visitas que eu esperava havia muito, muito tempo. Assim, umas três semanas, mas é que pra esse povo ansioso, isso é uma eternidade. Dizem.
Tudo começou assim (tudo = preparativos para o jantar): minha tia, não aquela que me deu o cano com os bombons, mas a outra, bastante confiável, se propôs a fazer um prato de que gosto muito. O problema era: quando esse prato seria feito. Pra quem não sabe, eu nunca almoço em casa, só aproximadamente 2 vezes por mês, mais ou menos domingo sim outro não, e em geral não janto, em lugar nenhum. Se bem que ultimamente tenho desfrutado da Cozinha Maravilhosa da Tia Célia, trazendo marmitinhas para o trabalho regularmente.
Enfim, não é todo dia que fazem um dos meus pratos preferidos, e isso era motivo de comemoração. Então começamos a pensar num dia em que dava pra ela fazer e eu comer. Difícil tarefa. Nem tanto antes de eu ter a brilhante idéia:
_Posso chamar uma pessoa?
_Pode, ué.
_Posso chamar duas?
_Pode.
Iei!!!!
Pensei logo em duas pessoas muito, muito, muito queridas, que eu já queria há um tempo que viessem a minha casa. Um moço e uma moça. Não, não vou identificá-los aqui. Melhor não. Questão de segurança e tal.
Se o jantar fosse só pra mim, já seria difícil conseguir um dia. Agora sendo pra nós 3, só poderia ser uma sexta-feira. Ah, e claro, só depois das 22h, pois minha aula de dança de sexta acaba as 21h30.
Comecei ligando pro mais difícil de conseguir marcar alguma coisa: o Moço. Isso era dia 23/09. No início pareceu fácil. Mal sabia eu:
_Quer vir jantar na minha casa na sexta?
_Tá.
!
No dia seguinte ele já desmarcou. Motivos até nobres, mas ainda assim não gostei, claro. Sexta seguinte, 05/10, ele também não podia. 12/10 eu é que não podia. Marcamos pro dia 19. Falei com a Moça. Ela também podia, mas passei todo esse tempo esperando um dos dois desmarcarem. Por isso eu digo que insegurança é para os fracos.
Na semana do evento, soube que nenhum dos dois comia o prato principal do cardápio: carne suína.
Meu primeiro impulso foi mudar o cardápio, mas Algo me disse: “Mas o motivo do jantar não era comer costelinha, gente?”. Algo sempre sabe das coisas. Comecei então a pensar numa outra carne que desse certo com o resto dos acompanhamentos. Pensei em frango. Antes de avisar minha tia, cuidei:
_Frango vocês comem, né?
Ufa.
Na véspera, tratei de confirmar. Se eles não fossem, eu ia morrer e minha tia ainda ia me matar. Confirmaram, mas só acreditei mesmo na hora.
Chegamos lá em casa e já estava tudo pronto. Diliça. Ajudei pelo menos a pôr a mesa, né, pra não parecer que eu tava explorando a boa vontade da minha tia. Não muito.
Servimos porquinho e bife de frango. Comi pouco, excepcionalmente, e acho que foi porque estava ansiosa e preocupada com as visitas. Mas minha tia me ajudou muito a lhes fazer sala.
Achei muitíssimo agradável, gostei um monte, conversamos bastante, sobre várias coisas. Quero repetir a dose assim que possível.
Não teve nenhuma sofisticação, nada chique, nada diferente, mas adorei.
Minha prima, que já estava dormindo quando chegamos, teve que levantar pra ver as pessoas de quem eu tanto falo. Ela não podia também deixar escapar a oportunidade de tentar queimar o meu filme com eles com frases do tipo:
_Moço, sabia que ela é apaixonada por você?
(Que vaca!) E ele:
_Sabia.
É por isso, tá vendo?

Que orelha mais graciosa



Pronto, endoidei de vez.
Estou apaixonada por uma orelha!
Agora parece que não falta mais nada...