segunda-feira, 1 de junho de 2009

De Acordo Com o Acordo


Caio Pedra e Janaina Pimenta



Dentre as inúmeras riquezas culturais e naturais de que se podem orgulhar os brasileiros, inquestionável destaque possui a Língua Portuguesa aqui consolidada. Foram necessários muitos séculos e influência lingüística de vários povos para a composição do resultado que hoje conhecemos. Da simbiose de línguas européias – notadamente o Português de Portugal – e dialetos africanos e indígenas, teve origem um idioma tão rico que pouco conhecido pela maioria de seus falantes. São incontáveis os recursos lingüísticos de que podemos desfrutar na construção de um texto. Entre mesóclises, elipses e silepses, a Língua Portuguesa mostra-se mais bela quanto mais dela se conhece. Prevê diferentes colocações pronominais, infinitos sinônimos, além das mais diversas figuras de linguagem. Engana-se quem a vê como exigente ou complicada, nossa língua é generosa: oferece alternativas e é dinâmica e moderna, sem perder o brilho e a elegância de seu eruditismo.

Com o argumento da defesa da unidade essencial da língua Portuguesa em busca de seu prestígio internacional, foi elaborado, em 1990, um projeto de texto de ortografia unificada do idioma. Assinado, desde então, pela Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, com adesão de observadores da Galiza, o documento não produziu efeitos no Brasil até janeiro de 2009, já que só foi promulgado através do Decreto número 6.583, de setembro de 2008. A princípio, somente 0,8% das palavras do nosso vocabulário sofrerão alterações. Parece pouco – afinal, em Portugal, por exemplo, esse índice chega a 2% –, mas não é. A triste realidade de que dominamos apenas pequena parcela do linguajar que prevêem, por exemplo, os nossos dicionários tranqüiliza a maioria das pessoas. O fato, entretanto, é que as mudanças não se limitam a termos em desuso ou palavras pouco utilizadas. Pelo contrário, elas atingirão, inclusive, algumas das palavras que utilizamos com maior freqüência.

O objetivo, inicialmente grandioso e arrojado, parece inconsistente ao considerarmos a heterogeneidade da língua mesmo dentro dos limites fronteiriços do nosso país. A grande extensão territorial do Brasil e suas diferenças culturais internas resultam em regionalismos e impedem a uniformidade. O próprio acordo admite essas variações. Se nem aqui o Português é unificado, o que dizer entre nações de características tão diversas?

Feliz ou infelizmente, as mudanças serão rapidamente assimiladas pela população, pois a maior parte dela não tinha mesmo conhecimento pleno das regras antigas e, portanto, não se surpreenderá com as novas. Quantos açougues precisarão riscar o trema de suas ofertas de “lingüiça”? E quantas donas de casa realmente perceberão a diferença e a atribuirão ao novo acordo? Para muitos, o sinal de diérese (acredite, era esse o nome do trema) nunca foi verdadeiramente essencial para o cumprimento de sua função de diferenciação fonética. Em contrapartida, medidas como a extinção do acento diferencial ainda causarão muitos transtornos àqueles que dominavam seu emprego, que serão os principais atingidos pela reforma.

Os professores terão que se adaptar, assim como os livros didáticos. Os jovens em idade escolar poderão “esquecer” parte do que estudaram. Mas a maior responsabilidade talvez fique a cargo das crianças em alfabetização, que precisarão diferenciar desde cedo a escrita e a pronúncia, já que a primeira não mais determinará a segunda. Apenas através da memorização, aprenderão, por exemplo, que, foneticamente, “teia” e “ideia” têm muito menos em comum do que aparentam. Além disso, estarão expostas ao constante contato com a norma antiga, presente na esmagadora maioria dos livros, revistas e textos impressos atualmente.

O próprio texto do acordo é, de certa forma, excludente, pois, escrito em irretocável norma culta, apresenta, em vários momentos, passagens de difícil compreensão, dada a sofisticação vocabular. O mais surpreendente, entretanto, é que seus trechos mais interessantes começam com “continuam” ou “permanecem”, e dizem respeito a algumas regras a serem mantidas, comprovando a vastidão da nossa língua ou a nossa ignorância em relação a ela.

É compreensível a relevância da proposta. A intenção de fortalecer internacionalmente a Língua Portuguesa insere-se em um contexto de busca por maior aproximação entre os países signatários do acordo. Porém prejudica o aprendizado do idioma ao modificar a grafia mantendo a sonoridade. É difícil propor mudanças a algo tão completo e bem estruturado quanto a Língua Portuguesa, pois nenhuma alteração ortográfica poderia ser compatível à sua grandiosidade. O que aconteceu, então, foi quase um empobrecimento, modificações esparsas que não representam nenhum acréscimo. Já que era para mexer então, para que manter a crase, que tanto complica a vida de quem escreve? E quem precisa do H inicial?



Publicado no jornal Voz Acadêmica, da Faculdade de Direito da UFMG, em abril último (página 7).

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Não morri


Voltei hoje ao trabalho.
Não que eu tenha exatamente melhorado.
Hoje, enquanto decidia se viria pro trabalho ou iria pro hospital, gastei 1,5 hora me arrumando.
Finalmente, vim pro trabalho...
Amargamente arrependida de não ter ido ao hospital.
Mas, enfim.
To moooole, cansada de tossir a noite toda ao invés de dormir, morrendo de preguiça, toda encapotada e gripadaça.
Ontem agradeci a Deus por duas coisas:
Por meu namorado querido ter me cuidado durante toda a parte crítica da doença.
Por ser funcionária publica e não ter preocupações tipo “estou faltando ao serviço e, a despeito de ser por motivo de doença, quando eu voltar meu chefe vai me despedir e como eu vou pagar minhas contas no mês que vem?” Adoro! Tem coisas que não têm preço, né, como o glamour, a elegância e... Ah, é, a estabilidade, claro. Quase me esqueço.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Gripe asiática do frango suíno


Estou morrendo.
(Quem morrendo tem tempo de postar num blog? Euzinha. Doente e sem trabalhar desde a última quinta, graças a uma licencinha médica...)
Pois então.
Fui acometida por uma virose. Não, gracinhas bobas, nada de gripe suína, apesar de muitos sintomas em comum. Fora, é claro, quanto ao apetite, que não há vírus que tire, nunca. Minha mãe liga todo dia perguntando se eu to comendo e eu respondo: “É tudo o que eu tenho feito! Nas horas em que não estou dormindo, claro...”
Mas então. O processo de morrimento começou na segunda passada. Só na quinta é que eu entreguei os pontos e fui finalmente ao médico. Ele me deu:
( ) um sermão
( ) nenhum remédio
( ) atestado para não trabalhar na sexta-feira
(X) todas as anteriores
Fiquei toda feliz, tipo Yes-não-preciso-trabalhar-amanhã-vou-estudar-o-dia-inteiro-e-vou-à-aula-à-noite. Quem disse que eu agüentava levantar da cama? Não estou doente desde segunda e estive trabalhando até ontem? Não é possível que esse vírus fdp foi sugestionado pela ida ao hospital. Pois foi.
Final de semana morrendo idem. Domingo à noite, perdi Dança dos Famosos pra ir de novo ao hospital. Outra consulta, raio x, antibióticos pra tomar e mais dois dias de licença. Como se não bastasse, estou com sinusite também. E juro que não vou perguntar o que mais falta acontecer... Mas to melhorando, aguentei até vir até o computador hoje, não é?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Odeio gente que não come

Almoçou ao meio-dia.
Às 15h é convidado pra lanchar.
“Nossa, mas eu acabei de almoçar!”
Odeio.

Hora do almoço.
Come uma uva-passa
“Estou super satisfeito!”
Odeio.

Não come doce por opção: odeio.
Conta calorias de tudo: odeio.
Pergunta: “nossa, vc come tanto e é magrinha, pra onde vai tudo isso?”. Abomino.

Adoro comer.
Adoro doce.
Adoro bacon.

Acho barriguinha fundamental para a beleza, o conforto e o aspecto humano.

Como dizia Luís Fernando Veríssimo, “Sempre achei que as pessoas que comem como um passarinho deviam ser caçadas a bodoque.”

quarta-feira, 25 de março de 2009

Bombom de morango gigante


Faz ou desfaz qualquer tipo de trabalho.
Traz a pessoa amada de volta em três dias.



P.S.: O bombom de que falo é tipo esse, só que com três morangos em vez de um. Desculpem, não achei a foto. Fico devendo...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Achei


Achei.
É excelente.
Mil vezes melhor do que qualquer coisa que eu tinha imaginado.
To ansiosa, cheia de expectivas.
Depois eu conto pra vocês.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Traumas

Personagens: A menina, o irmão e o primo (crianças criadas juntas) e a mãe

Cena 1: A mãe dá um bombom para cada criança. O irmão e o primo devoram os seus rapidamente. A menina come metade do seu lentamente e guarda a outra metade, tentando prolongar ao máximo o prazer proporcionado pelo doce, sabendo o quanto aquele momento pode demorar a se repetir. Depois, quando ela pega a metade guardada para comer, o irmão e o primo choram querendo o seu bombom e a mãe obriga a menina a dividir com eles.

Cena 2: A menina estuda muito e passa em todas as disciplinas da escola primária no terceiro bimestre. O irmão e o primo não estudam direito. Pegam recuperação em muitas matérias (leia-se todas que não sejam educação física). A menina faz os trabalhos de recuperação deles. Dá aulas para prepará-los para as provas. Eles finalmente passam de ano e ganham mil presentes por terem passado. A mãe acha que a menina não fez mais que a obrigação.

Cena 3: A mãe traz para casa um pedaço de rocambole, um dos doces preferidos das crianças. Era hora do almoço e o doce seria comido como sobremesa. O rocambole foi partido em 3 pedaços. O primo comeu o seu. O irmão comeu o seu... e o da menina.

Qualquer semelhança com a realidade não é coincidência.

[A menina contou recentemente essas histórias à mãe, a fim de explicar por que o irmão e o primo se tornaram adultos mal-educados (e ela um adulto sem coração). A mãe ficou muito surpresa. Pediu desculpas por ter gerado os traumas. Como todos sabem, ela não é particularmente fã de desculpas. Ao contrário do que possam estar pensando, a menina ama a mãe. Só não gosta de deixar ninguém vivendo na mentira.]

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Então, o vestibular...

Pois é, sobrei.
Desperdicei muito a minha nota de redação. Pra que você tira uma mega nota em redação pra tomar pau no vestibular?
Devia ter ficado em casa dormindo ou assistindo sessão da tarde.
Lembram que eu contei que fui péssima na prova de História? Então, não foi modéstia minha não, a minha nota nessa prova me fez rodar completamente. Exatamente essa, porque as notas das outras matérias foram até legais, creiam ou não.
Sobrei, principalmente por uma falta de organização minha. Não, não teria estudado o que caiu na prova de História nem se eu tivesse tido mais tempo, só deveria ter feito vestibular normal, e não obtenção de novo título.
Acompanhem a comparação:

Vestibular
• Tem 1ª etapa (que eu teria chance de passar bem, considerando que a maioria do povo que faz meu curso é ruim de exatas e eu sei contar direitinho)
• Eu seria beneficiada pela cota e minha nota seria multiplicada por 1,15
• Eu concorreria a uma das 200 vagas disponíveis
• Eu concorreria com 15 por vaga na 1ª etapa e com apenas 2 por vaga na 2ª

Obtenção
• Não tem primeira etapa
• Nada de cotas
• Eu concorri a uma das 23 vagas disponíveis
• Eu concorri com 51 por vaga na 2ª etapa

(Não, não consegui inserir uma tabela no blog e estou com preguiça de tentar mais)
Todos devem estar se perguntando: por que raios, então, eu não fiz vestibular?
Porque a inscrição pro vestibular foi em agosto, quando eu nem queria, e a inscrição pra obtenção foi em novembro, quando eu cismei que queria.
Bem feito pra mim.
Fiquei triste? Sim. Principalmente quando eu vi que fiquei na 122ª posição na obtenção. Com essa nota, provavelmente eu teria entrado se tivesse feito o vestibular normal...
Buenas, não vou chorar pelo leite derramado, né. Tá, vou, mas não aqui.
O que eu aprendi com isso? (É, agora que descobri que tudo por que eu passo é pra eu aprender alguma coisa, trato de aprender logo pra ficar livre.)
Aprendi como é a prova de humanas da UFMG, que eu não conhecia. Pode ser útil para o ano que vem, se eu não mudar de idéia até lá.
Aprendi que não devo fazer prova pra obtenção de novo título no ano que vem, mas sim pra vestibular.
Aprendi que parte do stress com que fiquei era absolutamente dispensável.
Provavelmente nem era nada disso que era pra eu aprender, mas como eu entrei nessas de aprender as coisas recentemente, aprender 3 coisas de uma só vez já está mais que ótimo.
Que mais além do vestibular?
Comecei a fazer o negócio dermatológico e uma pessoa – uma pessoa inteirinha! – já notou. Uma pessoa que não sabia do tratamento, que fique claro.
Sempre prometia que ia arrumar os meus armários depois que passassem os concursos. Pois bem, o vestibular acabou no dia 08 e eu me vi pela primeira vez em dois anos sem nadinha pra estudar, nem perspectiva. Antes de eu ter tempo de ter uma crise de abstinência, eu, minha mãe e minha prima fomos arrumar os armários. Tiraram todas as minhas roupas molambas (é verdade que eu não usava, mas eram minhas!) e organizamos tudo. Tá até sobrando espaço. E o mais impressionante: isso foi no dia 10 e estou super mantendo.
Sobre eu não ter nada pra estudar, quase tive mesmo uma crise. Não estou acostumada a isso. Estava mesmo em stand by esperando sair o resultado do vestibular, porque se eu passasse, claro que ia começar a sofrer com as aulas imediatamente, a despeito delas só começarem em março.
Aí vem o lado bom de eu não ter passado. (Tem um lado bom? Tem que ter!) Sem querer ser Pollyana, mas que bom é não ter esse tipo de preocupação com estudo, eu tinha me esquecido!
Não estou inscrita em nenhum concurso, não estou esperando nenhum específico ser publicado, quero ainda fazer o vestibular, mas nem pretendo começar a pensar nisso antes do segundo semestre.
Enquanto esperava o resultado, recomecei a ler "A menina que roubava livros", que ganhei no meu aniversário. Antes de chegar à metade, peguei com Thays “Um bestseller pra chamar de meu” e devorei as 700 e tantas páginas em uma semana lendo principalmente nos ônibus – viu como eu pego ônibus? – e acabei exatamente no dia do resultado do vestibular. Em outros tempos, eu me perguntaria: e agora? Mas agora eu tenho “A Menina que roubava livros” para terminar e um tantão de livros na fila pra começar.
Não é prêmio de consolação, mas acho realmente que um pouco de leitura de entretenimento vai me fazer bem, já tem feito, aliás.
Sexta-feira fiz uma visita, a uma família de amigos de infância, que até já comentei aqui. Isso me faz lembrar que tenho algumas visitas a fazer. E algumas peças pra assistir, já que estamos em plena campanha de popularização do teatro – a única época do ano em que assisto alguma peça.
É bom estar à toa. Não totalmente à toa – não larguei o emprego e continuo dançando e vou voltar pra fisioterapia essa semana e pra academia na semana quem vem - , mas pra quem estava cego, ter um olho é motivo de festa, não é?
Tenho também alguns ponteiros da minha vida pra acertar, como já andam dizendo por aí, e acho que estou num ótimo momento pra começar a pensar nisso. Antes que apareça algum concurso...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mas o vestibular...

Como já propangandeei, estou de volta à ativa.
A ativa de escrever, né, porque postar, mesmo, só quando dá. Continuo sem acesso aos blogs do trabalho, e tenho que me virar pra postar aqui, acordando mais cedo pra fazer isso. Claro que, pra emergências como a da semana passada, o computador da minha chefe está aí pra isso. Emergência porque comecei esse post aqui na quinta (08/01) e tive que passar o do aniversário do meu pretinho na frente por motivos óbvios.
Mas então. Quis escrever do vestibular porque o povo nem me liga perguntando como foi o vestibular, me ligam perguntando cadê o post do vestibular. Adoro perder em popularidade pro meu blog...
Foram 4 dias de inferno. 12 horas de prova. Tá, só passei lá umas 10, mas, né, antes ficasse um só dia do meio-dia à meia-noite, ninguém merece!
Deus sabe que não dou conta de fazer 4 provas num dia. Vide o dia da primeira fase da prova da Assembléia, em que quase precisei do Samu pra me levar pra casa.
Então, fui mal na prova, mal demais. Assim, fui mal na maioria delas, e na de História eu fui pééééssima.
Talvez eu tenha estudado tanto Geografia e Filosofia que esqueci da pobre da História (pobre de mim, né?). Ou então a prova foi difícil mesmo, como estão dizendo por aí. Porque claro que não deu pra eu ler todo o conteúdo de História da 5a série ao 3o ano, como costuma cair, mas, enfim, eu assisti as aulas. A sensação que tive quando li a prova é de que eu tinha estudado a matéria errada. Triste.
Eu não sabia nenhuma resposta da prova de História. Mas, se criative valer pontos, quem sabe, né? Escrevi até o braço doer.
Antes que alguém (mais) me pergunte se já saiu o gabarito, lembro que a prova era aberta. De Redação, Geografia, História e Filosofia, nessa ordem. 3h de prova cada dia, de segunda a quinta-feira da semana “repassada”. Que mais?
Minha sala ia da Izaides ao João Cláudio, passando por poucas Janaínas, excepcionalmente.
A tal da Izaides, além do nome féxiom, me pediu a borracha emprestada no primeiro dia. Sussurrando. Só faltava a aplicadora achar que eu estava colando, né? Se eu fosse eliminada, ia ser obrigada a voar de unhadas na cara da Izaides. Pois que no segundo dia, a anta também não levou borracha. Tive que espiar a mesa dela pra ver, não me contive. Pensei: “não merece passar no vestibular”. Dito e feito. No terceiro dia ele nem ousou aparecer. Menos uma!
A coleguinha do outro lado tinha o nome mais bonito – Janaína. E não pude deixar de notar que ela usou a mesma roupa e sapatos todos os dias. Ela que é esperta. Se eu não tivesse ficado escolhendo sandalinha combinando com a blusa, talvez tivesse dado tempo de estudar o texto do Honneth. Apesar de eu não acreditar em filósofo vivo. Me recuso. O cara só passa a se chamar filósofo depois que morre, não é não? Quando vivo ele se chama... doido. Desculpem os “filósofos”, mas não consigo pensar em outra coisa pra nomeá-los. Sim, estudei Filosofia pela primeira vez na vida e fiquei deslumbrada. Estudei um bocado de Geografia e História também, porque, além de nem amar, há 10 anos que eu formei no ensino médio, então... Claro que não estudei português. Além de falar fluentemente, se eu precisasse estudar mais gramática pra essa prova me daria um tiro no ouvido, porque, né? Vou começar a estudar português de novo só em 2010, de modo que dará tempo de eu me adaptar ao novo acordo ortográfico dentro do prazo. Eu, que sempre amei o trema... Mas depois eu falo disso.
Tadinho do meu namorado, virei um demônio durante a prova e acabei descontando a tpm plus super nele, que me levou e buscou todos os dias. Eu fiquei uma pilha de nervos, e briguei com todo mundo, incluindo a aplicadora da prova, a mulher da farmácia, eu mesma, mas assim fui.
Bom, ainda bem que acabou.
Pra quem está mais ansioso que eu com o resultado, aviso: sai dia 30/01 e postarei a respeito, como já prometi anteriormente.
Pra quem está mais esperançoso que eu, outro aviso: como fui muito mal na prova, as chances de eu passar são ínfimas. Sim, existem, mas são ínfimas. Quando falo isso pras pessoas, tem gente que diz “mas vc é inteligente”. Suponhamos que eu fosse. Mas vai ser inteligente competindo com 51 pessoas por uma vaga? Enfim, após o resultado eu conto pra todos, só não quero ninguém nutrindo expectativas.

P.S.: Beijo pra Gaby que me forneceu a maior parte do material de Filosofia que usei. Aliás, preciso marcar pra encontrar e devolver.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Porquê


Porque se o meu príncipe encantado viesse num cavalo branco, não seria perfeito. Porque Deus sabe como eu tenho horror a cavalos. O meu personal príncipe veio de ônibus mesmo, graças a Deus. Lá onde o conheci. (E porque eu nunca acreditei em coincidências...)

Porque não pode ser coincidência a minha cabeça encaixar direitinho no peito dele. E dormir a noite inteira nesse peito não tem preço. E acordar e ficar olhando ele dormir também não.

Porque eu adoro chamar de pretinho esse menino mais bege que eu.

Porque eu adoro esse bração forte, que me carrega sem esforço.

Porque com ele eu aprendi que nem todo mundo que malha o corpo é porque deixou de malhar o cérebro.

Porque ele me ensina um monte de coisas.

Porque ele me provou tudo o que eu sempre disse/pensei/defendi sobre relacionamentos estava errado. E que o nosso podia dar super certo com um pouquinho de tolerância.

Porque outro jeito que eu o chamo é de pai dos meus filhos (Até filhos eu vou ter agora? Pior que vou. Não agora, agora. Mas vou.)

Porque adoro ver TV com ele, mesmo ele odiando a Globo (que adoro) e achando que o controle remoto dá leite.

Porque eu sempre quis namorar alguém que visse comédias românticas comigo. Apesar de eu me recusar a ver filmes de luta.

Porque eu adoro rir junto. Mesmo se for de mim.

Porque ele levanta cedo pra ir preparar meu café. E muitas vezes traz na cama pra mim.

Porque ele me ama, me mima, me cuida. E me deixa cuidar dele.

Porque ele me chama de linda toda hora. Até quando eu acabo de acordar. Até quando eu acabo de tirar as trancinhas. Com a ajuda dele, claro.

Porque ele faz a barba muito bem e eu adoro.

Porque se eu pensar alto alguma coisa que por acaso eu esteja com vontade de comer, ele faz.

Porque eu sou sempre estressada, e ele está me ensinando a desacelerar. (Ai, meu Deus, até livro do Dalai Lama eu já estou pedindo pra ler! Osho ainda não, né, aí já é demais!)

Porque eu adoro falar com ele mil vezes por dia. E ver todo dia. E quero acordar junto todo dia (pronto, falei!)

Porque ele é lindo e gostoso e fofinho.

Porque ele é o homem da minha vida.

Porque ele é o meu amor.

Porque ele detesta meus posts, mas não o mandei namorar uma blogueira e fazer aniversário bem quando ela volta à ativa.

...

Parabéns, pretinho! Te amo demais!


“A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”
Ângelus Silésius

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Receita de ano novo

Carlos Drummond de Andrade


"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Último post


Último post do ano de 2008, claro.
Não teria coragem de acabar o ano sem passar por aqui.
Cientíssima da minha negligência com esse espaço que já tanto me apoiou, prometi a mim mesma que ano que vem (assim que passar 8/1) vou atualizar isso aqui com muito mais freqüência.
Prometi só a mim mesma, porque claro que eu não quero ninguém me sovelando e me mandando (mais) atualizar meu blog.
Mas então.
To trabalhando super. Inclusive hoje trabalho até meio-dia. Saudades da UFMG... Do tempo em que fazíamos um rodizião e nas semanas de natal e reveillón, cada metade do povo trabalhava uma “semana” e folgava a outra toda, respeitados os feriados e suas respectivas vésperas.
Tenho a sensação de que só eu estou trabalhando. As ruas vazias, os ônibus também.
To de licença da dança, da musculação e da fisioterapia. Dia 12/1 eu volto pra tudo.
Inventei de fazer vestibular. Sim, na época em que daria pra eu ficar quietinha e tratar de ressuscitar meu espírito de natal, se é que ele nasceu um dia, arrumei coisas pra estudar. Nem ia contar aqui, pra ninguem ficar me perguntando se eu passei (na época em que sair o resultado, juro que publico, seja ele qual for), mas como eu e minha boca enorme já contamos pra meio mundo, nada demais publicar também aqui.
Falar em passar, classifiquei naquele concurso que eu super queria, o difição twist carpado, que pedi pra todo mundo torcer, lembra? Pois então, o resultado final saiu em 3/12. Muito tempo mesmo que eu não escrevia aqui, não? Agora tenho que torcer pra que me chamem e esperar...
Falar em concurso, nesse meio tempo fiz mais dois também, acho que vou até classificar, mas não muito bem.
Deixe-me ver... novidades... minha mãe tá aqui, a família tá toda reunida na casa da tia Bastiana, de férias (estou com inveja sim, por quê?), meu natal foi meio chato, apesar do monte de presentes que ganhei, primeira vez que gostei do presente que ganhei no amigo oculto, meu namorado brigou comigo no dia, só não terminei pra não fazê-lo odiar o natal pro resto da vida. Mas já ta tudo bem de novo. (Tem três culpas de que eu me esquivo de ter que carregar pro resto da vida: provocação de divórcio alheio, de embichamento alheio e de amargura alheia).
Fui ao cinema (14 reais? Eu preciso mesmo passar no vestibular pra pagar meia no cinema), vi Sete Vidas, fiquei com medo do Will Smith no começo do filme e Fábio: “Que isso, amor, não precisa ter medo dele não, ele é ‘um maluco no pedaço’”. Nessas horas eu lembro por que eu amo esse menino.
Falar em coisas que ele fala, pensei em escrever outros posts nesse período de sumiço. Um deles era de natal, fotinha de papel noel e tal. Depois desse diálogo mudei de idéia e ia postar só isso, com o título de “Bate o címbalo”, mas claaaro que não tive tempo. Publicando:

Bate o címbalo

_Eu quero tirar uma foto com Papai Noel.
_Qual, o do shopping?
_É.
_No colo?
_É.
_Mas não vai mesmo.
_Por quê? Eu quero pôr a foto no blog. E eu preciso agradecer a ele pela realização de boa parte do que pedi na minha cartinha do ano passado. Inclusive por você.
_Claro que não, amor, você vai sentar no colo de um homem vestido de Papai Noel?
_Deixe de ser bobo, amor. Aquilo é um símbolo. E símbolo não tem disso de ser homem ou mulher, não. É que nem anjo.
_Ah, então eu vou tirar uma foto com a Mamãe Noel também.
_Tá.
_Com ela no meu colo, de sainha curtinha...
_Claaaaro que não!
_Deixe de ser boba, amor, ela é só uma SÍMBALA!


Fui na nutróloga. Não, não é nutricionista não, é nutróloga mesmo, formada em medicina. A hematologista disse que dava pra eu tratar as minhas nias só cuidando da alimentação e eu soube na hora que precisaria de ajuda. (Apesar de sanduiche do Mc ter ferro, tá? Olhe atrás do forrinho da bandeja pra ver. Inclusive, agora tá um de Belo Horizonte liiindo!) A médica me mandou comer um monte de coisas que nem amo, mas me deixou continuar comendo quase tudo o que já gosto. Doces, por exemplo. Não, não vou ficar diabética por comer muitos doces. Pedi pra ela repetir isso mil vezes, queria até gravar pra mostrar pra minha mãe.
dizem que dieta que começa na segunda nao vai pra frente. Então tá bom. Vou começar na quinta, dia 01/01. junto com o tratamento da pele, que estou enrolando também (acham que é fácil enfiar a cara no ácido?). To dizendo que vou ficar linda em 2009... Falar em linda, fiz trancinhas de novo. Das grossas. 7h no cabeleireiro me fizeram merecer cada elogio.

Um outro post que comecei, anterior até ao de cima, e quero postar, só pra não perder o serviço:

Vou bem de saúde sim, obrigada

Não pude escrever aqui esses dias porque, entre trabalho e estudo demais, estive quase morrendo.
Da última vez que escrevi aqui até hoje já tive duas gripes fortes (não, não foi uma que não acabou, foi uma, acabou, e depois outra), um desmaio no ônibus, vários dias de enxaqueca e outros tantos de alergia.
Por partes:

As duas gripes
Não são daquelas gripes que se pega, são gripes alérgicas devidas à minha rinite. Algo relacionado ao fato de eu passar 8h do meu dia num ambiente carpetado e com ar condicionado ligado no talo... Super acho que meu otorrino deveria me aposentar. Se bem que agora estou até melhorando, depois que tirei a minha nuca da reta do ar condicionado.

O desmaio
Ônibus lotado e eu de manhã, em pé, com mil e quinhentas sacolas (mentira, eram 2 mais a mochila), sem comer e com duas blusas de frio.
Fiquei perto da roleta, porque o trocador foi o único que se dignou a levar minha mochila. Minutos depois mordi a língua, porque a moça sentada na primeira cadeira à minha frente se ofereceu pra levar minhas sacolas. Daí eu comecei a sentir calor. Tirei uma blusa. Tirei a outra. Continuei sentindo calor (que estranho!) Veio uma molezinha, uma vontade incontrolável de sentar. Claro que não tinha lugar. Pensei em sentar naquele patamar onde o trocador apóia o pé. Não caberia. Pensei em ir pro fundo do ônibus e sentar no degrau da porta, como já fiz várias vezes. Não dava pra atravessar o ônibus. Tive a brilhante idéia de pedir a moça pra me deixar sentar. Enquanto eu pensava “Ela vai deixar, né? Ninguém pede o lugar de outra pessoa se não estiver precisando demais”, fiquei hiper tonta. Então falei:
_ Moça, deixa...
e caí no colo dela. Dela, que não era magra, estava no lugar mais apertado do ônibus (logo depois da roleta) e segurava a bolsa dela e minhas duas sacolas. Ela saiu de baixo de mim nem sei como. Quando entendi o que estava acontecendo, eu estava na cadeira dela, encharcada de suor, e sentia um vento super forte (= janelas abertas + abano). Até pensei em abrir uma eleição aqui no blog pra que os leitores escolhessem a pior parte da frase:

Trocador
me abanando
no ônibus
com o Super


A alergia
Outro dia acordei com uma boca, digamos assim, como se meus lábios, que já são grossos, tivessem sido picados por uma abelha. Acreditem, não fiquei parecida com a Angelina Jolie. Fui ao alergologista (não é alergista não, viu? Aprendi nesse dia, depois de xingar o meu convênio por não ter um alergista), ele foi chato, grosso, mal-educado, me xingou por me auto-medicar – ahã, toda vez que eu tiver dor de barriga ou de garganta, vou ao médico, claro, nem pastilha Valda, aquela bala cara, eu posso chupar. Ele me mandou tomar um remédio caríssimo e voltar lá depois. Não tomei, não voltei, e se voltar a aparecer, vou em outro, odiei ele. Dizem as boas línguas que meu lábio inchou de nervoso. Não sei.


Que mais?
Hoje é aniversário da tia Célia, parabéns pra ela.
To boba com o preço do onibus, que subiu pra 2,30... o passe pro banheiro do xop Cidade aumentou mais de 60%. Aprendi palavra nova: VEADUTO. Outro dia perguntei pra trocadora onde eu tinha que descer e ela me indicou um. Fiquei imaginando um tubo cheio de bambis...
Falar em aprender, olhe a conversa que eu biquei indiretamente, num salão:
_O pastor da minha igreja falou que baseado na Bíblia, em visões e na ciência, o mundo vai acabar em 2014. Porque um meteoro vai cair na Terra, né? Então. Diz o pastor que o mundo vai acabar por força dos 4 elementos: fogo, água, ar e... e... qual é o outro elemento mesmo?
Fubá. Tenho certeza que é fubá. Aí o mundo vai virar um angu.

Tão tá bom, odeio natal e ano novo (não, ninguem terminou comigo no natal), principalmente quando tenho que trabalhar, to odiando não poder estar com muita gente que eu gosto ultimamente (embora não pareça, eu gosto de muita gente, tá?), estou marcando todos os compromissos sociais pra depois de 8/1, quando termina o vestibular, e desejo a todos um feliz ano bom, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
(Ênfase para a parte do “muito dinheiro no bolso”, que assegura, entre tantas coisas maravilhosas, o pagamento do plano de saúde pra dar e vender)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Blog às moscas...

ow, nós sabemos, estamos relapsas com este blog. Eu? ok, sempre fui...
Ira?Ninguém esperava isso dela, mas fazer o quê? Vocês nunca casaram na vida? Não, sabem o trabalho que dá? (rá! como começar um boato...)

Mas enfim, confraternizações universais (seria pleonástico falar que estão ocorrendo pelo mundo?)... aquele sentimentalismo advindos de manipulação publicitária (sério, é uma necessidade inerente ao homem presentear e ser presenteado?)...pensei em passar por aqui e deixar uma mensagem de natal... (ô...)

Pensei...pensei... pensei... o que é mais natalino que a música da Coca? Ou a vinheta de natal da Globo (chutei o balde e to fazendo merchandising...)
Rá!

Boas festas...
bjosmeligasevcforaIra

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Aos 27...


Então, se você for um rockstar a gente espera que você morra… falo isso me baseando em experiências (ou seriam coincidências?) anteriores – such as (a.do.ro! “such as”), Kurt Cobain, Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Janis Joplin e Amy Winehouse (que ainda tem 26, mas espere pra ver…).

Mas se você não tem uma carreira musical de sucesso, é mais um mero mortal, cuja existência é importante para + ou - 200 pessoas (considerando que todos aqueles no orkut são seus amigos + mãe + irmão + pai + 13 tias ou tios a sua escolha) vamos combinar que a humanidade espera alguma coisa de você… Consigo pensar em algumas coisinhas…

1.     Você deve estar formada e trabalhando… de preferência com uma carreira estável ou em vias de…

2.     Você deve usar meia de nylon daquelas ¾ cor caramelo, cinza, preta, se você for mulher… se for homem, servem aquelas cinzas nojentas que acredito que venham junto com as cuecas brancas de elástico…argh!

3.     Você já deve ter saído de debaixo das asas de sua mãe…

4.     Deve ter um plano de saúde…

5.     Deve conseguir carregar todas as suas compras, desde roupas até mantimentos para o mês… mais o guarda-chuva ( a gente mora em BH e é verão, logo… chove!)

6.     Você deve ter uma pasta e uma carteira de couro, de preferência que veio junto com a pasta, para levar seus documentos para o trabalho e para a casa.

7.     Você deve comer direito, nada de dieta fast food. ATENÇÃO: está terminantemente proibido comer lanches cuja existência está condicionada a crianças. Ou seja, nada de Mclanche, Kid Meals e coisas do tipo.

8.     Você já foi ao dentista várias vezes e está cansada de saber que açúcar é o principal causador de cáries. Portanto, acabou balas Fini, chocolates e chicletes. Afinal, você já é um adulto e sabe da importância de uma dieta balanceada.

9.     Ao encontrar seus amigos, você deve cumprimentá-los de maneira sóbria e perguntar sobre suas famílias e trabalho.

10. Quanto ao calçado, você já aboliu as sandálias de couro, tipo rasteirinha, as de tecido, tipo boneca, e as de plástico. Afinal, uma mulher de 27 anos já tem um gosto refinado o suficiente e merece usar sapatos de couro. De preferência de salto alto e fino. 

Ok, vou ficar só em dez itens… São dez mandamentos, não são? Aposto que ninguém questionou Deus…

Convido-os a um exercício empírico do que eu apontei acima. Peguemos a Ira, por exemplo. Pausa para o momento “Peraí, a Ira está escrevendo um post sobre si mesma?” Querido desavisado, esse blog, embora não pareça, é uma construção conjunta. (Deeer, todo blog é… chama interatividade ou Web 2.0!) Não querido… conjunta no sentido que tem mais de um ser pensante que pode postar coisas ou textos… e esse outro ser pensante sou eu, a Vaidade, prazer!

Voltando…

Podemos falar que a Ira entrou de cabeça nos itens 1, 2, 3 e 4… Especialmente, no 1! Mas a partir do item 5 a coisa desandou… Ela não consegue levantar um alter de 1kg, imagina o guarda-chuva no meio de uma tempestade tropical! Carteira = Hello Kitty, Betty Boop ou qualquer outra “bichice”… Adora supresinha do Mac (ah é, é tão intima do Mc Donald’s que chama só de Mac…) e balas.. todas as balas do mundo, exceto de paçoquinha! Ao ver um amigo ela pula, abraça, se bobear saltita… ela e sua sandália plataforma de plástico transparente, a cena é pior ainda quando os amigos em questão são gays!

Bem, tudo isso pra dizer PARABÉNS MINHA PEQUENA PETER PAN!

P.S.: Ah, esqueci de dizer que pessoas de 27 anos perdoam aqueles que não foram na festinha…

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Teste de Fidelidade


Nada a ver com o meu namoro, gracinhas bobas, que, por sinal, a quem interessar possa, vai muitíssimo bem, obrigada, sem necessidade de teste algum. Mas não é disso que vim falar agora.

Ontem foi meu parabéns. Foi sim, eu juro. E tive que super me conter pra não postar aqui nos ultimos dias, apesar de estar lotaaada de babados pra contar – entre historias de amor, barracos, notícias boas e nem tão boas – porque me conheço há 27 anos e sei bem que eu acabaria dando com a língua nos dentes (ou com o teclado nos dedos) e comentando do meu aniversário, o que estragaria a minha promoção de aniversário 2008.

Até supermercado faz promoção de aniversário, por que eu não iria fazer?

Fato é que vou dar uma festa. Não, ainda não é a festa dos meus sonhos que me prometi fazer antes dos 30 (ainda tenho tempo, tá?), só uma festinha mini, bolo e guaraná, muito doce pra você e tals.

Não gosto muito de comemoração depois do dia do aniversário, mas né, não é todo ano que meu aniversário cai no final de semana, não tenho o status de Jesus pra definir que Páscoa é sempre aos domingos e tal.

Em dia de semana é complicado fazer festa, apesar de as graças do povo lá de casa ter feito festinha no própiro dia à noite, apesar de tudo. (Alguém viu que eu usei “complicado”, e não “foda”? To me esforçando!)

Ah, a promoção é a seguinte: Quem me ligou ontem, ganhou um convite pra festa!

Por inferência, quem não me ligou, perdeu.

...

Quê? Como? Que parte você não entendeu? Se você não gostou, é porque provavelmente não entrou na lista...

Não acha justo? Quem disse que a vida é justa, meu bem? Pra que serviria o dia do aniversário se não pudéssemos tomar decisões arbitrárias? Ok, eu sei, eu tomo decisões arbitrárias o ano inteiro, mas no dia do meu aniversário eu tenho prerrogativa.

Antes que comecem a chover os protestos, tenho que explicar uma coisinha:

SCRAP não é ligação.

Óbvio, né? Tem gente que não acha.

Quem ama de verdade, passou na primeira metade do teste, me ligando. Agora vem a próxima: tem que ir à festa, que não vai ser perto não.

Ah, é, vou aproveitar o post pra agradecer a todo mundo que lembrou, adorei mesmo.

Mais sobre o aniversário: No final da semana passada achei a bolsa dos meus sonhos: o tamanho, as cores, os bolsos, o chaveiro... tudo perfeito. Soprei pra minha mãe, como quem não quisesse nada, que tinha achado a bolsa, tava pensando se ia me dar de presente, mas tinha achado ela meio cara... e não é que ela me deu? Rá!

Ganhei chocolates mil. Ganhei um
post lindo.

Meu namorado me deu o que eu pedi: uma cartinha. Lindíssima. Dependendo de autorização, depois ela vai ganhar um post inteiro. E veio com um livro que eu to louca pra ler havia meses.
A menina que roubava livros. Já comecei a ler. Excepcionalmente saboreando. Devo demorar. E estou lendo sem o papel do lado, mesmo porque qualquer frase do que li até agora (estou na página 32) daria no mínimo um post. Estou apaixonada... Pelo livro também...