quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Último post


Último post do ano de 2008, claro.
Não teria coragem de acabar o ano sem passar por aqui.
Cientíssima da minha negligência com esse espaço que já tanto me apoiou, prometi a mim mesma que ano que vem (assim que passar 8/1) vou atualizar isso aqui com muito mais freqüência.
Prometi só a mim mesma, porque claro que eu não quero ninguém me sovelando e me mandando (mais) atualizar meu blog.
Mas então.
To trabalhando super. Inclusive hoje trabalho até meio-dia. Saudades da UFMG... Do tempo em que fazíamos um rodizião e nas semanas de natal e reveillón, cada metade do povo trabalhava uma “semana” e folgava a outra toda, respeitados os feriados e suas respectivas vésperas.
Tenho a sensação de que só eu estou trabalhando. As ruas vazias, os ônibus também.
To de licença da dança, da musculação e da fisioterapia. Dia 12/1 eu volto pra tudo.
Inventei de fazer vestibular. Sim, na época em que daria pra eu ficar quietinha e tratar de ressuscitar meu espírito de natal, se é que ele nasceu um dia, arrumei coisas pra estudar. Nem ia contar aqui, pra ninguem ficar me perguntando se eu passei (na época em que sair o resultado, juro que publico, seja ele qual for), mas como eu e minha boca enorme já contamos pra meio mundo, nada demais publicar também aqui.
Falar em passar, classifiquei naquele concurso que eu super queria, o difição twist carpado, que pedi pra todo mundo torcer, lembra? Pois então, o resultado final saiu em 3/12. Muito tempo mesmo que eu não escrevia aqui, não? Agora tenho que torcer pra que me chamem e esperar...
Falar em concurso, nesse meio tempo fiz mais dois também, acho que vou até classificar, mas não muito bem.
Deixe-me ver... novidades... minha mãe tá aqui, a família tá toda reunida na casa da tia Bastiana, de férias (estou com inveja sim, por quê?), meu natal foi meio chato, apesar do monte de presentes que ganhei, primeira vez que gostei do presente que ganhei no amigo oculto, meu namorado brigou comigo no dia, só não terminei pra não fazê-lo odiar o natal pro resto da vida. Mas já ta tudo bem de novo. (Tem três culpas de que eu me esquivo de ter que carregar pro resto da vida: provocação de divórcio alheio, de embichamento alheio e de amargura alheia).
Fui ao cinema (14 reais? Eu preciso mesmo passar no vestibular pra pagar meia no cinema), vi Sete Vidas, fiquei com medo do Will Smith no começo do filme e Fábio: “Que isso, amor, não precisa ter medo dele não, ele é ‘um maluco no pedaço’”. Nessas horas eu lembro por que eu amo esse menino.
Falar em coisas que ele fala, pensei em escrever outros posts nesse período de sumiço. Um deles era de natal, fotinha de papel noel e tal. Depois desse diálogo mudei de idéia e ia postar só isso, com o título de “Bate o címbalo”, mas claaaro que não tive tempo. Publicando:

Bate o címbalo

_Eu quero tirar uma foto com Papai Noel.
_Qual, o do shopping?
_É.
_No colo?
_É.
_Mas não vai mesmo.
_Por quê? Eu quero pôr a foto no blog. E eu preciso agradecer a ele pela realização de boa parte do que pedi na minha cartinha do ano passado. Inclusive por você.
_Claro que não, amor, você vai sentar no colo de um homem vestido de Papai Noel?
_Deixe de ser bobo, amor. Aquilo é um símbolo. E símbolo não tem disso de ser homem ou mulher, não. É que nem anjo.
_Ah, então eu vou tirar uma foto com a Mamãe Noel também.
_Tá.
_Com ela no meu colo, de sainha curtinha...
_Claaaaro que não!
_Deixe de ser boba, amor, ela é só uma SÍMBALA!


Fui na nutróloga. Não, não é nutricionista não, é nutróloga mesmo, formada em medicina. A hematologista disse que dava pra eu tratar as minhas nias só cuidando da alimentação e eu soube na hora que precisaria de ajuda. (Apesar de sanduiche do Mc ter ferro, tá? Olhe atrás do forrinho da bandeja pra ver. Inclusive, agora tá um de Belo Horizonte liiindo!) A médica me mandou comer um monte de coisas que nem amo, mas me deixou continuar comendo quase tudo o que já gosto. Doces, por exemplo. Não, não vou ficar diabética por comer muitos doces. Pedi pra ela repetir isso mil vezes, queria até gravar pra mostrar pra minha mãe.
dizem que dieta que começa na segunda nao vai pra frente. Então tá bom. Vou começar na quinta, dia 01/01. junto com o tratamento da pele, que estou enrolando também (acham que é fácil enfiar a cara no ácido?). To dizendo que vou ficar linda em 2009... Falar em linda, fiz trancinhas de novo. Das grossas. 7h no cabeleireiro me fizeram merecer cada elogio.

Um outro post que comecei, anterior até ao de cima, e quero postar, só pra não perder o serviço:

Vou bem de saúde sim, obrigada

Não pude escrever aqui esses dias porque, entre trabalho e estudo demais, estive quase morrendo.
Da última vez que escrevi aqui até hoje já tive duas gripes fortes (não, não foi uma que não acabou, foi uma, acabou, e depois outra), um desmaio no ônibus, vários dias de enxaqueca e outros tantos de alergia.
Por partes:

As duas gripes
Não são daquelas gripes que se pega, são gripes alérgicas devidas à minha rinite. Algo relacionado ao fato de eu passar 8h do meu dia num ambiente carpetado e com ar condicionado ligado no talo... Super acho que meu otorrino deveria me aposentar. Se bem que agora estou até melhorando, depois que tirei a minha nuca da reta do ar condicionado.

O desmaio
Ônibus lotado e eu de manhã, em pé, com mil e quinhentas sacolas (mentira, eram 2 mais a mochila), sem comer e com duas blusas de frio.
Fiquei perto da roleta, porque o trocador foi o único que se dignou a levar minha mochila. Minutos depois mordi a língua, porque a moça sentada na primeira cadeira à minha frente se ofereceu pra levar minhas sacolas. Daí eu comecei a sentir calor. Tirei uma blusa. Tirei a outra. Continuei sentindo calor (que estranho!) Veio uma molezinha, uma vontade incontrolável de sentar. Claro que não tinha lugar. Pensei em sentar naquele patamar onde o trocador apóia o pé. Não caberia. Pensei em ir pro fundo do ônibus e sentar no degrau da porta, como já fiz várias vezes. Não dava pra atravessar o ônibus. Tive a brilhante idéia de pedir a moça pra me deixar sentar. Enquanto eu pensava “Ela vai deixar, né? Ninguém pede o lugar de outra pessoa se não estiver precisando demais”, fiquei hiper tonta. Então falei:
_ Moça, deixa...
e caí no colo dela. Dela, que não era magra, estava no lugar mais apertado do ônibus (logo depois da roleta) e segurava a bolsa dela e minhas duas sacolas. Ela saiu de baixo de mim nem sei como. Quando entendi o que estava acontecendo, eu estava na cadeira dela, encharcada de suor, e sentia um vento super forte (= janelas abertas + abano). Até pensei em abrir uma eleição aqui no blog pra que os leitores escolhessem a pior parte da frase:

Trocador
me abanando
no ônibus
com o Super


A alergia
Outro dia acordei com uma boca, digamos assim, como se meus lábios, que já são grossos, tivessem sido picados por uma abelha. Acreditem, não fiquei parecida com a Angelina Jolie. Fui ao alergologista (não é alergista não, viu? Aprendi nesse dia, depois de xingar o meu convênio por não ter um alergista), ele foi chato, grosso, mal-educado, me xingou por me auto-medicar – ahã, toda vez que eu tiver dor de barriga ou de garganta, vou ao médico, claro, nem pastilha Valda, aquela bala cara, eu posso chupar. Ele me mandou tomar um remédio caríssimo e voltar lá depois. Não tomei, não voltei, e se voltar a aparecer, vou em outro, odiei ele. Dizem as boas línguas que meu lábio inchou de nervoso. Não sei.


Que mais?
Hoje é aniversário da tia Célia, parabéns pra ela.
To boba com o preço do onibus, que subiu pra 2,30... o passe pro banheiro do xop Cidade aumentou mais de 60%. Aprendi palavra nova: VEADUTO. Outro dia perguntei pra trocadora onde eu tinha que descer e ela me indicou um. Fiquei imaginando um tubo cheio de bambis...
Falar em aprender, olhe a conversa que eu biquei indiretamente, num salão:
_O pastor da minha igreja falou que baseado na Bíblia, em visões e na ciência, o mundo vai acabar em 2014. Porque um meteoro vai cair na Terra, né? Então. Diz o pastor que o mundo vai acabar por força dos 4 elementos: fogo, água, ar e... e... qual é o outro elemento mesmo?
Fubá. Tenho certeza que é fubá. Aí o mundo vai virar um angu.

Tão tá bom, odeio natal e ano novo (não, ninguem terminou comigo no natal), principalmente quando tenho que trabalhar, to odiando não poder estar com muita gente que eu gosto ultimamente (embora não pareça, eu gosto de muita gente, tá?), estou marcando todos os compromissos sociais pra depois de 8/1, quando termina o vestibular, e desejo a todos um feliz ano bom, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
(Ênfase para a parte do “muito dinheiro no bolso”, que assegura, entre tantas coisas maravilhosas, o pagamento do plano de saúde pra dar e vender)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Blog às moscas...

ow, nós sabemos, estamos relapsas com este blog. Eu? ok, sempre fui...
Ira?Ninguém esperava isso dela, mas fazer o quê? Vocês nunca casaram na vida? Não, sabem o trabalho que dá? (rá! como começar um boato...)

Mas enfim, confraternizações universais (seria pleonástico falar que estão ocorrendo pelo mundo?)... aquele sentimentalismo advindos de manipulação publicitária (sério, é uma necessidade inerente ao homem presentear e ser presenteado?)...pensei em passar por aqui e deixar uma mensagem de natal... (ô...)

Pensei...pensei... pensei... o que é mais natalino que a música da Coca? Ou a vinheta de natal da Globo (chutei o balde e to fazendo merchandising...)
Rá!

Boas festas...
bjosmeligasevcforaIra

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Aos 27...


Então, se você for um rockstar a gente espera que você morra… falo isso me baseando em experiências (ou seriam coincidências?) anteriores – such as (a.do.ro! “such as”), Kurt Cobain, Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Janis Joplin e Amy Winehouse (que ainda tem 26, mas espere pra ver…).

Mas se você não tem uma carreira musical de sucesso, é mais um mero mortal, cuja existência é importante para + ou - 200 pessoas (considerando que todos aqueles no orkut são seus amigos + mãe + irmão + pai + 13 tias ou tios a sua escolha) vamos combinar que a humanidade espera alguma coisa de você… Consigo pensar em algumas coisinhas…

1.     Você deve estar formada e trabalhando… de preferência com uma carreira estável ou em vias de…

2.     Você deve usar meia de nylon daquelas ¾ cor caramelo, cinza, preta, se você for mulher… se for homem, servem aquelas cinzas nojentas que acredito que venham junto com as cuecas brancas de elástico…argh!

3.     Você já deve ter saído de debaixo das asas de sua mãe…

4.     Deve ter um plano de saúde…

5.     Deve conseguir carregar todas as suas compras, desde roupas até mantimentos para o mês… mais o guarda-chuva ( a gente mora em BH e é verão, logo… chove!)

6.     Você deve ter uma pasta e uma carteira de couro, de preferência que veio junto com a pasta, para levar seus documentos para o trabalho e para a casa.

7.     Você deve comer direito, nada de dieta fast food. ATENÇÃO: está terminantemente proibido comer lanches cuja existência está condicionada a crianças. Ou seja, nada de Mclanche, Kid Meals e coisas do tipo.

8.     Você já foi ao dentista várias vezes e está cansada de saber que açúcar é o principal causador de cáries. Portanto, acabou balas Fini, chocolates e chicletes. Afinal, você já é um adulto e sabe da importância de uma dieta balanceada.

9.     Ao encontrar seus amigos, você deve cumprimentá-los de maneira sóbria e perguntar sobre suas famílias e trabalho.

10. Quanto ao calçado, você já aboliu as sandálias de couro, tipo rasteirinha, as de tecido, tipo boneca, e as de plástico. Afinal, uma mulher de 27 anos já tem um gosto refinado o suficiente e merece usar sapatos de couro. De preferência de salto alto e fino. 

Ok, vou ficar só em dez itens… São dez mandamentos, não são? Aposto que ninguém questionou Deus…

Convido-os a um exercício empírico do que eu apontei acima. Peguemos a Ira, por exemplo. Pausa para o momento “Peraí, a Ira está escrevendo um post sobre si mesma?” Querido desavisado, esse blog, embora não pareça, é uma construção conjunta. (Deeer, todo blog é… chama interatividade ou Web 2.0!) Não querido… conjunta no sentido que tem mais de um ser pensante que pode postar coisas ou textos… e esse outro ser pensante sou eu, a Vaidade, prazer!

Voltando…

Podemos falar que a Ira entrou de cabeça nos itens 1, 2, 3 e 4… Especialmente, no 1! Mas a partir do item 5 a coisa desandou… Ela não consegue levantar um alter de 1kg, imagina o guarda-chuva no meio de uma tempestade tropical! Carteira = Hello Kitty, Betty Boop ou qualquer outra “bichice”… Adora supresinha do Mac (ah é, é tão intima do Mc Donald’s que chama só de Mac…) e balas.. todas as balas do mundo, exceto de paçoquinha! Ao ver um amigo ela pula, abraça, se bobear saltita… ela e sua sandália plataforma de plástico transparente, a cena é pior ainda quando os amigos em questão são gays!

Bem, tudo isso pra dizer PARABÉNS MINHA PEQUENA PETER PAN!

P.S.: Ah, esqueci de dizer que pessoas de 27 anos perdoam aqueles que não foram na festinha…

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Teste de Fidelidade


Nada a ver com o meu namoro, gracinhas bobas, que, por sinal, a quem interessar possa, vai muitíssimo bem, obrigada, sem necessidade de teste algum. Mas não é disso que vim falar agora.

Ontem foi meu parabéns. Foi sim, eu juro. E tive que super me conter pra não postar aqui nos ultimos dias, apesar de estar lotaaada de babados pra contar – entre historias de amor, barracos, notícias boas e nem tão boas – porque me conheço há 27 anos e sei bem que eu acabaria dando com a língua nos dentes (ou com o teclado nos dedos) e comentando do meu aniversário, o que estragaria a minha promoção de aniversário 2008.

Até supermercado faz promoção de aniversário, por que eu não iria fazer?

Fato é que vou dar uma festa. Não, ainda não é a festa dos meus sonhos que me prometi fazer antes dos 30 (ainda tenho tempo, tá?), só uma festinha mini, bolo e guaraná, muito doce pra você e tals.

Não gosto muito de comemoração depois do dia do aniversário, mas né, não é todo ano que meu aniversário cai no final de semana, não tenho o status de Jesus pra definir que Páscoa é sempre aos domingos e tal.

Em dia de semana é complicado fazer festa, apesar de as graças do povo lá de casa ter feito festinha no própiro dia à noite, apesar de tudo. (Alguém viu que eu usei “complicado”, e não “foda”? To me esforçando!)

Ah, a promoção é a seguinte: Quem me ligou ontem, ganhou um convite pra festa!

Por inferência, quem não me ligou, perdeu.

...

Quê? Como? Que parte você não entendeu? Se você não gostou, é porque provavelmente não entrou na lista...

Não acha justo? Quem disse que a vida é justa, meu bem? Pra que serviria o dia do aniversário se não pudéssemos tomar decisões arbitrárias? Ok, eu sei, eu tomo decisões arbitrárias o ano inteiro, mas no dia do meu aniversário eu tenho prerrogativa.

Antes que comecem a chover os protestos, tenho que explicar uma coisinha:

SCRAP não é ligação.

Óbvio, né? Tem gente que não acha.

Quem ama de verdade, passou na primeira metade do teste, me ligando. Agora vem a próxima: tem que ir à festa, que não vai ser perto não.

Ah, é, vou aproveitar o post pra agradecer a todo mundo que lembrou, adorei mesmo.

Mais sobre o aniversário: No final da semana passada achei a bolsa dos meus sonhos: o tamanho, as cores, os bolsos, o chaveiro... tudo perfeito. Soprei pra minha mãe, como quem não quisesse nada, que tinha achado a bolsa, tava pensando se ia me dar de presente, mas tinha achado ela meio cara... e não é que ela me deu? Rá!

Ganhei chocolates mil. Ganhei um
post lindo.

Meu namorado me deu o que eu pedi: uma cartinha. Lindíssima. Dependendo de autorização, depois ela vai ganhar um post inteiro. E veio com um livro que eu to louca pra ler havia meses.
A menina que roubava livros. Já comecei a ler. Excepcionalmente saboreando. Devo demorar. E estou lendo sem o papel do lado, mesmo porque qualquer frase do que li até agora (estou na página 32) daria no mínimo um post. Estou apaixonada... Pelo livro também...

sábado, 25 de outubro de 2008

Ninguém chuta


Todo mundo que me conhece sabe do meu parco engajamento político. Morro de preguiça de passeatas, manifestações, bandeiras e afins.
Mas domingo tem eleição. De novo. No primeiro turno fiz uma coisa feia, condenadíssima por quem entende de política, que foi votar em qualquer um que não estivesse em primeiro lugar nas pesquisas só pra garantir que ia ter segundo turno. Pra eu ganhar tempo pra decidir. Porque antes do primeiro turno, não tive nem um tempinho pra ver programas políticos porque estava (e ainda estou, só que menos) ocupadíssima com revisão de monografia alheia. Árduo serviço que adoro fazer, me tira o sono, me deixa estressada, mas garante o leitinho das crianças, né? Essa ocupação me tirou inclusive tempo de escrever aqui. Só lembrava que o blog existia quando alguém comentava – obrigada, adoro – ou quando algum amigo perguntava carinhosamente: “Você não vai atualizar aquela bagaça lá mais não?” Confesso que adoro também.
Mas essa semana eu nem tive nada pra contar. To lá no trabalhinho, do mesmo jeito, pelo visto já aprendi tudo o que tinha pra aprender de diferente. O que significa que nunca mais vou ter novidades, a menos que eu passe num concurso que me deixará mais rica. Falar nisso, ainda to na espera daquele concurso que me arregaçou no primeiro semestre e mais um pouco. O resultado pode sair até 30 de novembro, se a lei não mudar até lá. Mas to esperando. Pacientemente (finge).
Contei que terminei a fisioterapia? Pois terminei. Com a recomendação de ir a outro ortopedista, porque a musculação vai ajudar com o problema do ombro, mas a fisioterapeuta disse que preciso ir a outro ortopedista, um que seja especializado em coluna, porque estou com sintomas de cervicalgia. Que delícia... Até comprei uma bolsa de gel pra esquentar e colocar no meu trapézio dolorido, mas ela ainda ta novinha, embrulhada, na gaveta. Essa sou eu.
Falar em musculação, essa semana fiz a segunda aula. Considerando que a primeira foi há três semanas, dá pra calcular minha disposição em ficar em forma, né. Mas to indo. Já deixei até a roupa de ginástica lá no trabalho, pra que no dia em que eu resolver ir, não dê pra falar “se eu estivesse com minha roupa aqui...”.
Fui também ao hematologista começar a cuidar da minha pancitopenia que já contei aqui, acho que só não tinha contado que aprendi a palavrinha nova que designa a doença, adorei. Ela pediu mil exames de sangue que obviamente ainda não fiz. Mas to andando com os pedidos na bolsa o tempo todo. Quem sabe, né?
Minha mãe foi comigo nessa médica, convocada pra exercer seu papel de mãe. Ela veio aqui, saímos, passeamos, comemos, fomos a uma ótima festa infantil, fomos ao baile da escola e ela ficou numa mesa só de mães, porque combinei com os meninos pra levarem as mães deles também.
Mas voltemos às eleições. Longe de mim fazer campanha pra quem quer que seja, mesmo porque nem acho que eu seja tão influente assim.
Mas xeu contar. Entre o primeiro e o segundo turno, vi alguns debates, fui a um, li coisas, enfim, escolhi um candidato. Não fiz campanha, não vesti camisa, só escolhi.
Nem ia falar disso aqui no blog, até ontem eu ver esse adesivo espetacular. Adorei mesmo. Procurei o texto do adesivo no tio Google e não achei. Fui obrigada a pedir o adesivo a um coleguinha do trabalho pra escanear e colocar aqui. To até pensando em colar ele na bolsa, achei tudo! Será que sair com isso hoje é considerado boca-de-urna? Não, né?

P.S.: Parabéns pra Guanhães, que faz aniversário hoje!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Tem remédio


Sim, hoje é dia de postar.
Meses atrás, minha mãe me contou que achou um remédio milagroso pra gripe. Que podia tomar num dia e no outro já estava boa. Que vendia em qualquer farmácia. Que tinha um monte de efeitos colaterais. E que ela não me passou o nome. Cismei, não sei por que cargas, pois ela disse que nunca falou isso, mas cismei que o trem era uma injeção. Ou talvez ela tenha falado isso na época sim, sabendo que o meu medo de agulhas é do mesmo tamanho da minha hipocondria.
Mas enfim. Numa atitude deseperada ontem, liguei pra ela pedindo o nome do tal remédio. O nome é super complicado, minha mãe é meio surda, eu tava rouca e aí já viu. Meia hora pra resolver o trem. Pelo menos descobri que ele é em comprimidos!
Hoje cedo passei numa farmácia e o cara nunca ouviu falar no remédio. Quando o moço da segunda farmácia respondeu a mesma coisa, comecei a pensar se minha mãe não tinha me dado o nome de uma droga ilícita. Impossível, ela não sabe o nome de nenhuma droga ilícita, chama todas de droga mesmo, tipo “fulano fuma uma droguinha”, morro de rir.
Tentei pedir pelo telefone mas, quase sem voz, claro que não consegui.
Na hora do almoço fui a uma farmácia pequenininha, perto do trabalho e achei. Vendedor velhinho, sabia tudo, claro. Adoro vendedores velhinhos.
O remédio é tão foda que só pode tomar 2 por dia. Acabei de tomar o segundo.
Não, não esperei as 12 horas recomendadas. Mas tive o aval da minha mãe.
Se eu sobreviver, depois conto pra vocês se funciona mesmo.

Frio é pra quem pode


Odeio pessoas que morrem de calor. Não falo de morrer de calor no verão, como seres normais. Falo de quem morre de calor o ano inteiro. De quem se orgulha de falar que nunca vestiu uma blusa de frio. Que chega a qualquer lugar arreganhando as janelas enquanto fala "nossa, mas aqui tá abafado demais!". E ainda quer solidariedade: “não tá?”. E quando quer dar uma de coletivista: “Abra a janela aí pra nós!” Nós, quem, cara pálida? Eu, pelo menos, tenho certeza de que prefiro as janelas fechadas, sempre.
E o povo que me vê de blusa de frio (todo dia, diga-se) e fala (também todo dia) frases como: "Se vier esse frio que você tá esperando, hein?" Tem nobel de originalidade? Que pena que não. E quando falam: "Não, você não pode estar com frio!". Ouvi isso calada por alguns anos, até que finalmente aprendi a melhor resposta ever: "To, mas acho que é porque eu não tenho toda essa camada de gordura que vocês têm na barriga pra esquentar". Em geral funciona e são raras as pessoas com que preciso ser grossa mais de uma vez – nessa modalidade, claro.

Doencite


Tive uma semana super saudavel.
Me alimentei bem.
Almocei de verdade todos os dias.
Comi feijão.
Alguns dias preto.
Comi salada.
Comi carne.
Quase não comi chocolate, mesmo resistindo à remissão que o meu prédio de trabalho faz a um Toblerone.
Andei a pé.
Subi escadas.
Fiz fisioterapia direitinho.
Usei os óculos.
E quebrei a cabeça tentando descobrir por que raios eu estou doente então, se sempre que eu adoecia antes, as pessoas diziam que era porque eu não comia direito e/ou porque eu não fazia exercicios.
Estou morrendo de gripe. Estava com um fio de voz ontem e hoje parece que ele arrebentou.
Custei a descobrir o motivo da doencite:
Acho que é crise de abstinência. Essa semana não fui ao Mc Donalds nem uma vez...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Danslexia


Não sei o que acontece comigo nas aulas de dança enquanto o professor explica o passo. Estamos lá todos em roda, o professor no meio com sua assistente mostrando o passo, falando e fazendo ao mesmo tempo (daria até pra escolher com que sentido prestar atenção). Daí eu pisco e de repente ele grita um desses:
_Vamos la!; ou
_Na roda!; ou
_Com o par!; ou
_...7...8!
E eu nunca, nunquinha, em tempo algum, sei o que é que eu devo fazer. É um não-sei-que-passo-ele-acabou-de-ensinar tendendo para um isso-é-aula-de-que-ritmo?
E quando você faz aula com outro dansléxico? O professor manda pegar o par e me deparo com um cavalheiro me perguntando com um olhar desesperado: “Você entendeu?” ou “O que é mesmo pra fazer?”. Pior é que tenho um crachazinho diferenciado que faz os alunos terem a maior confiança para perguntar. Prova cabal de que imagem é tudo nessa vida... como se o crachazinho me desse poderes subrenaturais.
Mas então. Daí o aluno me pergunta o que tem que fazer. Não posso começar a chorar. Nem a rir. No máximo, sorrir. Não posso sair da sala correndo toda vez que alguém me pergunta isso. Posso fazer cara de brava pro aluno: “Você não tava prestando atenção não? Tsc, tsc!” Posso me esforçar pra prestar mais atenção à aula, mas não dá. Já tentei observar do fundo da sala se isso acontece com o resto do povo. Ta, não assisto a muitas aulas do fundo da sala, mas nas poucas que vi, depois do 8 todo mundo faz direitinho a coreografia do passo recém-ensinado, nenhuma cara de como-assim. O negócio é comigo mesmo. Comecei a reparar o que raios eu fico fazendo enquanto todo mundo aprende o passo. Esforço surreal para, além de não aprender, ainda descobrir o que me atrapalha.
Professor vai pro meio da roda.
Eu começo a viajar. Meu ombro tá doendo. Maldita fisioterapia. Que bonito o sapato dela! Ah, não, muito alto. Essa parede é verde ou azul?
_...7...8!
Aimeudeus! Perdi o passo de novo! Na próxima parada (já notei que acontecem pelo menos umas duas por aula), juro que vou prestar atenção só no professor.
Professor vai pro meio da roda de novo.
Gente, eles têm muita diferença de altura! Mas e daí, ela dança tanto, podia ter 30cm que ainda ia arrasar! Ai, preciso prestar atenção à explicação. Vou olhar pra eles. Tadinha, deve estar morrendo de calor com esse “colã”. Como escreve “colã”? Não faço idéia. Não, não vou pensar na roupa. Já pensou o povo dando aula sem roupa? Saio da sala pra rir lá fora, fingindo que vou beber água. Mas tenho que voltar correndo porque ele já mandou executar o passo... Passo? Que passo? Merda.
Já passou 75% da aula, não deu, duvido que ele vá mostrar mais algum passo hoje.
Mas nos 10 minutos finais:
_Gente, dêem uma olhadinha aqui.
Inspiro, concentro todas as minhas forças. Não pisco, não me distraio com nada. Não enxergo o resto da sala, só os professores. Tenho fé que eles vão fazer um passo e eu vou entender. E eles fazem um passo básico de bolero. E outro. E outro. Devem estar se preparando pra entrar no difição-twist-carpado, né? Claro. Um paradinha... e mais uns dois passos básicos. Ele anda até o som. Mentira que no dia em que eu consegui prestar atenção, ele vai reensinar o passo básico, mentira! Ele:
_Prestaram atenção na música?

P*taquepariu! Definitivamente, não nasci pra isso!



P.S.: Metade da idéia do nome da danslexia é do Haroldo. Idéia discutida enquanto o professor explicava um passo e eu me preocupava em definir uma dislexia corporal...

P.P.S.: Antes de começarem a me zoar, tenho que informar que tenho dislexia de verdade. Nada grave, mas tenho. Num grau baixo, mas tenho. Se bem que esse negócio com a dança é sintoma mais de TDAH do que de dislexia propriamente dita. Não sei. Será que tenho isso também? Aimeudeus.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Diário à la Bridget Jones

Trabalho novo: 1
Coleguinha novo que vai ficar sem emprego porque eu cheguei: 1
Peso na consciência por causa disso: 0,2
Amiguinhos dizendo que eu vou superar isso: 4
Pessoa apelando e mandando então que eu doe todo o meu salário pra ele (depois de eu insistir que vou ficar mal com isso): 1
Superação depois da apelação: 1
Coleguinhas que mal olharam pra minha cara e já resolveram contar as suas mazelas: 2
Dia em que trabalhei tanto quanto hoje: não lembro
Sapato estragado: 1
Zouk dançado: 0,5
Peso que estou levantando na fisio: 1 kg (o dobro da última sessão, para o caso de alguém não ter notado!).

domingo, 28 de setembro de 2008

Mulherice

Fisioterapia dói

Arrumei uma doença nova. Uma não, duas. Tá, meus ombros sempre doem – nos últimos meses mais -, estalam de vez em quando, não consigo fazer a força necessária nas aulas de dança de salão, não agüento peso nenhum nos braços e ultimamente nem tava conseguindo segurar no ferro de cima do ônibus. Daí fui ao ortopedista. Que diagnosticou instabilidade nos ombros e hiperfouxidão ligamentar. Algo como as correias (ou ligamentos) que prendem meus braços estarem frouxas. Ótimo. 10 sessões de fisioterapia.
No dia da avaliação – surpresa! -, minha mochila pesava 13kg. Achei melhor não contar pra fisioterapeuta que a mochila tava mais leve por causa das pseudoférias. Tomei um xingo, claro. Aí ela foi me submetendo a mil testes, um deles inclusive pra mensurar a força. Tipo, numa escala de zero a dez, minha força nos braços é três. Três! Daí lembrei que nas aulas do Érico-Rei ele fala que não é preciso fazer muita força no contato com o cavalheiro, basta a força de um bebê. Dada a dor que tenho sentido nas aulas, acho que um bebê me nocautearia com uma mão nas costas, que derrota!

A fisio tá super chata. To na terceira sessão, rezando pra acabar. Por causa da maldita da apalpação – uma das etapas -, meus ombros estão doendo mais que sempre. Prova cabal de que não tem nada a ver com meu stress – to estressando com nada essa semana. Na verdade não são os ombros que mais doem, mas o trapézio, músculo que eu nem sabia que tinha no corpo, pra mim era só uma figurinha de geometria plana. Enfim, eu tenho e dói pacarai. Lá também eu faço uns exercícios com pesinhos, pra fortalecer o bíceps e o tríceps e estou fazendo com – não riam! – meio quilo em cada mão. Mas amanhã vou aumentar! Depois eu faço um negócio com ultra-som, que é gostosinho, não dói, ela fica passando gelzinho no meu ombro enquanto me fuzila de radiação. É a segunda melhor parte. Depois tem um negócio que ironicamente elas chamam de “relaxamento”. É tão ruim quanto a apalpação do inicio, dói horrores, ela monta de cotovelo no meu trapézio, quase morro! Depois vem o choquinho, uma delícia, me faz dormir: ela cola em mim quatro eletrodos que fazem contrair a musculatura. Acho que é assim que funciona aquele Total Shape, com que a gente pode emagrecer comendo x-tudão.

Mas, como dizia alguém, o inferno tem porão! E na terça tenho avaliação da academia em que vou começar a fazer musculação, antes mesmo de terminar a fisio, também recomendada pelo orto...

Edifício Toblerone

Só porque eu tava em casa tinha que postar todo dia? Não, né. Mas vou atualizar da última semana. Parei no dilema “e-agora?-começo-logo-a-trabalhar-ou-curto-minha-folguinha?” em que eu quase me vi compelida a começar logo, deixando a fomiagem costumeira comandar o meu ser. Daí várias pessoas foram me dando idéia de curtir preguiça uns dias. Não que eu seja influenciável, mas estou tentando ser uma pessoa espiritualizada e fiquei sabendo de fonte seguríssima que, para isso, tenho que saber ficar à toa. Nó, mas sou tão nerd que quase me sinto culpada de acordar tarde, sabe? E falo: “amanhã vou fazer isso e aquilo outro” e não faço bosta nenhuma, claro. E minha consciência quase pesa. Atenção para o quase.

Não é que eu não tenha feito nada, só não fiz tudo o que tinha planejado... não vi TV (nem novela, nem sessão da tarde, nem nada), não fui a todos os médicos a que tinha planejado... Em compensação, comecei a fisioterapia (tô toda lenhada, jajá eu conto), namorei um monte e dormi e comi tanto que recuperei o quilo que tinha perdido na semana anterior.

Enfim, amanhã começo a trabalhar e tudo volta ao normal. Tomara. Claro que sexta fui lá ver a cara do prédio e do povo. Meu prédio é lindo, parece um toblerone em pé! Agora, claro que além do Edifício Janaína Pimenta que vou ter quando ficar rica, residencial, vou ter que ter também o Edifício Toblerone, todo comercial... Saco!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Antigo trabalho

Semana de mudanças drásticas. Vou falar só da parte do trabalho, que é pro post não ficar enorme (como se adiantasse...). Saí do meu antigo trabalho. Antes que comecem as piadinhas sobre como eu ficava no blog e no msn ao invés de trabalhar, digo que fui eu que pedi demissão. (E que minha chefe estava super satisfeita comigo... e que minha caixinha de reclamações não tinha nenhum papel!) Quem acompanha o blog sabe que passei num concurso público. Não foi o primeiro em que passei, mas foi o primeiro interessante, pelo qual pareceu valer a pena cortar o meu cordão umbilical com a Universidade. Sim, porque eu nunca cortei efetivamente o cordão, né. Desde 1997, quando Guanhães me exportou pro Coltec, onde eu passava os dias de semana das 7h30’ às 17h30’ e alguns finais de semana também. Formando em 1999, fiz o estágio do curso técnico lá bem pertinho do campus e vira e mexe eu almoçava lá.
Ano 2000, passo no vestibular. Adivinha onde? Lá. Entrei em 2001, fiz n estágios, muitos mesmo, em vários lugares, e o último foi nesse lugar de onde saí anteontem. Em 2006, com a formatura, o pseudo-casamento e a mudança de estado, larguei o estágio, com uma festa de despedida super pomposa, lágrimas e tudo mais. Dois meses depois, estava de volta a BH. Passei menos de uma semana procurando emprego – traumático! – e minha ex-chefe me chamou pra trabalhar lá. Com um contratinho, pois sem vinculo com a Universidade – eu tinha formado, lembra? – era impossível ser estagiária. Dois meses depois, fui formalmente contratada através de uma fundação terceirizadora. Assinaram minha carteira pouco depois de eu fazer 25 anos. Mágico, se a lei não mudar ate lá, não vou trabalhar nem um dia a mais pro governo, pois vou completar 55 anos de idade e 30 de contribuição previdenciária no mesmo ano, como reza a Constituição federal, em algum artigo entre o 37 e o 41, to com preguiça de olhar agora.
Enfim, saí.
Quarta foi meu último dia. Tarde de festa, claro. (Adoro como as pessoas manifestam a alegria da saída de um coleguinha...) Enquanto comíamos, aquela chuva monstro arregaçava os carros dos coleguinhas lá fora.
Trabalhei no último mês como nunca trabalhei nos últimos anos. Entrei lá em fevereiro de 2005. Me senti uma rena em véspera de Natal. Pelo menos consegui deixar tu-do com o que eu mexia fechado. Tudo, tudo, tudo! Limpei minha mesa, sempre cheia de papéis bagunçados. Passei tudo pra quem tinha que ter passado. Falei pra ninguém me ligar perguntando nada de trabalho (se for pra contar babados, pode, né?).
Reclamei de um dos toques barangas do celular de um coleguinha e disseram que dali a uns dias eu estaria com saudade. Disso não!
Mas vou ter saudade de montes de outras coisas:

De alguns coleguinhas, especialmente amiguinhos que fiz lá e quero levar pra sempre.

Do instant messenger institucional (juro que tinha!), que servia pra descermos a ripa nos coleguinhas presentes.

Do mundo de coisas pessoais que eu levava pra lá, brinquedos, sapatos, coisinhas, já chegando ao absurdo de misturar tanto ao ponto de achar receita médica minha dentro de processo administrativo.

De todo mundo lá conhecer as minhas calcinhas. Péra, vou explicar. Fato é que o banheiro de lá tem uma parte comum, onde ficam as pias, armários e espelhos e só depois é que vêm as portinhas de menino e menina. Só que eu costumo só ir ao banheiro quando estou ultra apertada – mooorro de preguiça – e saio correndo feito louca pelo corredor e já começo a desabotoar a calça, que é difícil. Minha calça de uniforme tinha 2 botões, um virado pra cada lado, e um zíper. Ou seja, já chegava à parte comum com meia calcinha de fora. E vira e mexe tinha alguém saindo que me olhava torto.

De correr no corredor todo dia e deslizar no final.

De tomar choque na porta e no corrimão e ouvir a piadinha mongol de que eu sou muito elétrica.

De contar um caso, rachar os bicos sozinha e depois repetir pausadamente pro resto dos mortais entender (quem fala rápido aqui?).

De parar o serviço pra comer lanchinhos no meio da tarde.

De andar com o celular preso no cós da calça. (Baranguice!) Um vez eu dei um pulo ao sentir meu celular descendo pela perna. Mini-xilique, claro. Quando todo mundo tava olhando, ele brotou perto do meu pé. Sorri candidamente e continuei a fala.

De servidor que me ligava e me estressava.

De servidor gracinha que me levava bombons e me elogiava.

Do dia que eu mandei um servidor entrar no “blog” da universidade. Algo relacionado com o fato de eu estar postando enquanto falava com ele???

De postar no blog, falar no msn, mexer no orkut, olhar meu email, atender telefone e fazer pareceres ao mesmo tempo. Meu primeiro chefe lá, que depois de um tempo virou coleguinha (eu que virei, né?) um dia perguntou como é que eu conseguia ficar mexendo com esse tanto de coisas e ainda produzir mais que ele. Eu tinha intimidade o suficiente pra dizer: “Porque você fica perdendo tempo olhando pra minha tela pra ver o que eu estou fazendo”.

De despedir de um telefonema com uma pessoa importantíssima que eu nem conhecia e nem conheceria mandando beijo.

De falar meses com pessoas de que eu só conhecia a voz, um belo dia conhecer pessoalmente e dizer: “Ó, você que é fulano???”. E claro, desconstruir a imagem que eu fazia na minha cabeça baseada na voz.

De ficar nervosa antes de falar com o reitor.

De sair da sala correndo pra rir lá fora de alguém.

De ter acesso de riso atendendo pessoas. E pra explicar que não era deles que eu tava rindo?

De ter acesso de choro ao telefone, resolvendo coisas pessoais. E como não dá pra evitar, de todos os coleguinhas participarem da vida da gente. Sala pequena...

De dividir lanchinhos.

De lanchinhos que não eram pra ser divididos. Às vezes era tudo meu – que eu mostrava antes de enfiar na boca, claro – ou só pra mim e pra Paula. Já soube de sumirem coisas de coleguinhas da geladeira, e lancei a política de colocar bilhetinhos ameaçadores nos lanchinhos, alguns prometendo amaldiçoar toda a família de quem pegasse.

De pagar língua, odiando pessoas e ficando amiguinha depois.

De quebrar a cara, babando ovo de gente que definitivamente não vale nada.

De ganhar presente super personalizado da minha chefe, que tem super fama de mauzona. Eu evitava ir à sala dela por causa do cigarro, e tinha gente que jurava que era algo com ela.

De ganhar elogio da minha chefe e zoar os colegas que não ganharam.

De criticar um projeto da mesma mauzona, embasadamente, claro, todo mundo esperar ela me descascar, mas ela concordar.

Do dia em que eu e Thays fizemos o blog. Lá no trabalho. No horário de trabalho. Do computador do trabalho, de onde saiu a maioria dos posts. Nem sei como vai ficar isso agora. Terei um estagio probatório a cumprir, né.

Foram 4 anos, a gente acaba se apegando a uma ou outra coisa. Ou a todas.
Quarta foi meu último dia de trabalho lá. Quinta passei um dia de desempregada. Se nada mudar, o último.
Tomei posse hoje na prefeitura. Virei oficialmente uma funcionária pública municipal. Tenho dez dias pra entrar em exercício. Pretendo usá-los todos. Só vou poder ver sessão da tarde de novo no final de 2009, quando terei férias. Falar nisso, semana que vem só tem filmes ruins, acabei de olhar. O melhorzinho tá quarta, Família Buscapé. Claaaro que vou ver. Preferia Lagoa Azul ou Curtindo a vida adoidado, mas se eu tivesse o poder de determinar assim as coisas, usaria para determinar outras...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Não sei precisar


Não sei precisar quantos amigos eu tenho, mas posso dizer que não são muitos e que os amo.
Não sei precisar quanto dinheiro eu pretendo ganhar, mas estou me esforçando pra ter mais.
Não sei precisar quando foi que eu comecei a sorrir, mas sei que eu já era bem grande na época. E tem sido bom desde então.
Não sei precisar em que período do meu curso de graduação eu decidi que não queria “engenheirar” na vida, mas lembro que decidi e ainda assim continuei o curso. E foi bom.
Não sei precisar quando foi que minha última crise existencial passou, mas sei o dia e a hora em que começou e o quanto doeu.
Não sei precisar quando foi que eu fiquei tão descrente, mas há muito tempo não acredito que as coisas ruins melhorem no final e nem que as pessoas mudem.
Não sei precisar de uma pessoa específica. Porque das genéricas todo mundo precisa o tempo todo, mas precisar de uma é ruim, gosto não.

P.S.: Isso é um post e só. Não é pra ninguém tentar interpretar. Não precisa.